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Francisco Calmon

Ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; membro da Coordenação do Fórum Direito à Memória, Verdade e Justiça do Espírito Santo. Membro da Frente Brasil Popular do ES

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Humanismo versus barbarismo

A história dos EUA é feita de guerras, da sua construção à sua existência. A violência lhe é imanente, faz parte do seu DNA ideológico

Um homem palestino carrega uma menina ferida no local dos ataques israelenses, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, 14 de outubro (Foto: REUTERS/Yasser Qudih)
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A história dos EUA é feita de guerras, da sua construção à sua existência. A violência lhe é imanente, faz parte do seu DNA, biológico, cultural, político e sobretudo ideológico. Do massacre dos índios, sua guerra civil (secessão) e, em regra, sempre presente em todos os conflitos regionais e/ou mundiais.  

Sua indústria cinematográfica mantendo a memória e visão binária, maniqueísta da humanidade, em bons e maus, bandidos e mocinhos, escravos e senhores, pretos e bancos. A mídia, como um quarto poder, mantém a sociedade massiva dos estadunidenses alienada do mundo e sob permanente controle ideológico.

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A palavra de ordem das lutas do ano que não terminou, 1968, que galvanizou mundialmente gerações, foi abandonada, e até excomungada, pelos ideólogos da pós verdade e por quintas-colunas da esquerda, notadamente no Brasil, quando da chegada ao poder das forças social-democratas, do FHC ao Lula, pela real política, e aquela luta unificadora contra o Imperialismo foi negada ou escamoteada. 

 O que vemos hoje é o Biden falando em sindicalismo, em greve, e o Lula dando lastro ao chefe institucional desse país, representante do imperialismo ocidental. 

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Os EUA são a encarnação do mal e, juntos com os seus aliados imperialistas, vão destruir o planeta, na ignóbil crença de que alguns se salvarão. 

Israel repete a história nazista, sendo, agora, os palestinos o povo alvo para ser perseguido e exterminado.  

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Não foram contra as atrocidades do nazismo, mas por terem sido alvo, pois repetem-nas contra os palestinos e daqui a pouco contra os árabes em geral. O governo de Israel é assumidamente genocida. 

Haverá outro tribunal de Nuremberg? 

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O sionismo israelita pretende superar o trauma do holocausto fazendo o mesmo, se igualando? (A criança que sofre violência e como adulto é violento?).

Se iguala ao inimigo histórico submerso no subconsciente coletivo. 

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Se a humanidade caminhasse para ser mais humana, precisaria de centenas de anos para que o seu DNA fosse alterado ao ponto dos aspectos luminosos, como bondade, pacifismo, solidariedade, empatia, generosidade, predominassem.

Benjamin Netanyahu quer superar Hitler. Cada morte significa um apoio para a sua manutenção no governo; com o sangue dos mortos almeja limpar suas mãos da corrupção e do fracasso do sistema de defesa do seus país.  

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A forma encontrada é a de tornar os palestinos inimigos e exterminá-los. 

Hollywood não precisa fazer mais filmes de guerra para intoxicar as gerações do glamour das guerras, as TVs fazem este papel de normalizar o horror, na mesma lógica maniqueísta. 

O que será dos jovens púberes e adolescentes assistindo a guerra da Ucrânia e agora a de Israel?  Quais efeitos colaterais nas milicias e no crime organizado?

A oposição armada à ditadura militar do Brasil também era taxada de terrorista. Quando na verdade era para esconder da população o verdadeiro terrorista que era o Estado ditatorial comandado pelos militares.  Com o AI5 o terrorismo estatal ficou assumido institucionalmente. 

Á tática de atribuir ao outro a sua prática é método propagandístico antigo. 

Com os surgimentos dos comitês de memória, verdade e justiça e da Comissão Nacional da Verdade, a sociedade brasileira começou a conhecer a verdade escondida nos subterrâneos daquele período sinistro da história do Brasil.  

O pior terrorismo é o terrorismo de Estado. Não há a quem recorrer. Inobstante, todos são bárbaros.

A nossa espécie não merece o substantivo humanidade. Muito menos como adjetivo de bondade, generosidade, solidariedade.

“O mundo precisa se unir e derrotar o Hamas”, disse o primeiro ministro de Israel, semelhante ao que o presidente da Ucrânia dizia em relação à Rússia.

EUA perdeu na Ucrânia nazifascista e irá sair piorado do conflito entre o Hamas e o governo de Israel, racista e continuamente beligerante.

Qualquer governo dos EUA, de democratas ou de republicanos, de negros ou brancos, é subordinado ao sistema, no qual o Pentágono e o complexo industrial-militar detêm o real poder. 

Biden, terrorista universal. Netanyahu, racista regional. Como todos os nazifascistas, são mitômanos, adeptos de Goebbels, propagandista nazista.

 A destruição do hospital em Gaza, se humanos fossem, decretariam luto universal, e por pelo menos três dias não haveria guerra na região conflagrada. Em vez disso estão em busca do que os livre da responsabilidade, porém, independente da responsabilidade material, são os culpados pela carnificina na faixa de Gaza, são assassinos de mais de 750 crianças. 

Os líderes mitômanos vão se envergonhar diante do espelho da história. 

Biden representa um país muito poderoso, mas não é um líder mundial, é um chantagista das sanções econômicas, e vetou a resolução brasileira, apresentada no Conselho de Segurança da ONU, porque, por um lado, ficaria ofuscado pelo Brasil, e, por outro, perderia os lucros fabulosos das indústrias bélicas. Contudo, está aumentando a sua cova na próxima eleição no seu país imperialista. 

Com o veto à Resolução, os EUA se tornam párias da comunidade humana.

O governo brasileiro continuará a busca pela proteção humanitária aos civis e pela paz sempre.

A mídia criou o placar da guerra: quantidade de mortes de um lado e de outro do conflito.

Sem vida a humanidade não existiria, a guerra é o teatro da morte, portanto, guerra é antítese da vida.

Se os EUA e Israel não quisessem a ampliação da guerra, evitariam fazer acusações, sem deoxa de ser provas, a grupos árabes localizadas em outros países, fora de Gaza.

 Querem espraiar a guerra. E aumentarão o território dominada por Israel e a serviço da geopolítica do imperialismo ianque, como vem ocorrendo ao longo da recente história.

Uma reação a uma injusta agressão deve ser proporcional a sofrida. A estrapolação perde o legitimo direito para se constituir em crimes de guerra. 

Os EUA são pródigos em abrir os cofres para a guerra, mesmo aumentando suas dívidas, os juros e a inflação, são sovinas para combater a fome, mesmo para os seus compatriotas. 

O plano operacional do Hamas foi adredemente planejado.  E, por mais voluntarioso que seja, sabia da impossibilidade de derrotar militarmente Israel.

Qual a estratégia que orienta militarmente o Hamas? 

Não é guerra de guerrilhas, é guerra de posição, sem ter poder bélico para manter. 

O mundo tem as suas atenções para o oriente médio. Não é a primeira vez. Em todas, Israel saiu mais poderoso.

Israel não obedece a ONU. Não se perturba com a opinião mundial e não quer convivência pacifica com os seus vizinhos.

O governo de Israel é corrupto, belicista, racista e antirreligioso.

Biden e Netanyahu são irmãos do barbarismo, é a dupla cruz-credo e deus-me-livre. 

Estão criando uma armadilha para os países árabes. 

Por tudo que as crianças foram atingidas, eu desejo a eles, do mais fundo do meu ser, que um raio os parta. 

Se a população mundial assistir passivamente ao genocídio israelense, estará assinando o seu futuro atestado de óbito.  

O barbarismo faz parte da história da espécie humana, não foi extinto, e ainda no presente campeia pelo mundo dito civilizado.

A contradição principal diante da qual temos que nos alinhar é entre o humanismo e o barbarismo.

Assim como o ano de 1968 foi o ano da rebeldia e do inconformismo à opressão do sistema, se faz necessário que surja de imediato o ano político pela paz e salvação do planeta.

Abaixo o imperialismo!

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