Lista mostra 23 crimes de Bolsonaro que tornaram o Brasil epicentro da pandemia

A apuração na CPI dará transparência e novos instrumentos para que o Congresso Nacional puna os culpados e interrompa a tragédia que o Brasil vive. Poderemos nos preocupar em cuidar de quem mais importa: das vítimas e daqueles que precisam sobreviver e ter sua renda garantida durante a pandemia

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A lista enviada pela Presidência da República com 23 erros no combate a pandemia da Covid-19, e que circulou no e-mail de 13 Ministérios, foi um assinatura de confissão de culpa do Governo. O rol saiu da Casa Civil da Presidência e exige respostas sobre os itens que podem ser abordados na CPI da Covid, no Senado. Ou seja, Bolsonaro tem total ciência do que fez e de quanto foi omisso e incompetente no combate à pandemia do coronavírus. Por isso, após mais de um ano, ainda estamos em um período crítico de transmissão. Perdemos quase 400 mil vidas no Brasil, ficamos sem vacina e sem conseguir sair da crise econômica, a qual ele e Guedes contribuíram para chegar ao ponto que nos encontramos.

O documento ao qual o portal UOL teve acesso, cita toda a politização promovida em torno da pandemia. Os assuntos listados englobam o negacionismo do governo, mesmo com a gravidade da pandemia. Além disso, da demora na adoção de medidas restritivas e do descrédito e atraso na aquisição da Coronavac e outras vacinas, como a recusa das 70 milhões de doses da Pfizer. Elenca também a falta de coordenação das ações de enfrentamento à pandemia em âmbito nacional, incluindo o atraso na instalação do Comitê de Combate à Covid e ausência de campanhas de prevenção ao vírus. Reforçando que o próprio governo não foi transparente e nem elaborou um Plano de Comunicação de enfrentamento à Covid-19.

E, ainda, deixou chegar a níveis críticos a crise no Amazonas, com a falta de oxigênio, que mobilizou todo o país para socorrer o Estado. Deixou que testes perdessem sua validade sem uso, e que a falta de insumos diversos, como o kit intubação, atingisse milhares de municípios brasileiros. Admite também que promoveu o tratamento precoce sem quaisquer evidências científicas comprovadas.

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A lista transforma o Ministério da Saúde em alvo. Reconhece que os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich foram pressionados a defender o uso da hidroxicloroquina. Cita a militarização do órgão, e que o General Eduardo Pazuello, agora ex-ministro da Saúde, e o General Walter Braga Netto não foram capazes de apresentarem diretrizes estratégicas para o combate à Covid. E que houve atraso no repasse de recursos destinados à habilitação de leitos de UTI nos Estados.

Assim como as omissões na saúde, a economia sofreu grandes estragos também por conta da inércia da equipe econômica. O documento cobra que o Ministério da Economia e o time de Paulo Guedes respondam pela demora no pagamento do auxílio-emergencial; pela ineficácia do PRONAMPE, programa de crédito para micro e pequenas empresas, que teve início lento, em junho de 2020. E que Guedes explique porque o governo não cumpriu as auditorias solicitadas pelo Tribunal de Contas da União, durante a pandemia.

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Esse conjunto de violações e atentados contra a economia e a vida de brasileiros e brasileiras teve suporte com a manutenção de uma rede de disseminação de fake news sobre a pandemia, por meio do chamado gabinete do ódio. A mesma lista pontua isso e o resultado desses crimes, o Brasil se tornou o epicentro da pandemia e transmissor de novas cepas. E denuncia o genocídio de indígenas. É o total fundo do poço.

Não há como minimizar a gravidade da situação exposta no documento. Poderíamos estar com o controle da doença, com a economia em busca da recuperação com políticas de apoio e estímulo ao empreendedor no país. Sem falar no pagamento de um auxílio emergencial com valor digno. Poderíamos ter uma parcela muito maior da população vacinada, com os grupos prioritários já imunizados.

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Portanto, a apuração na CPI dará transparência e novos instrumentos para que o Congresso Nacional puna os culpados e interrompa a tragédia que o Brasil vive. Poderemos nos preocupar em cuidar de quem mais importa: das vítimas e daqueles que precisam sobreviver e ter sua renda garantida durante a pandemia.

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