O ex-presidente Lula deu pistas bem interessantes, ontem, ao falar com a imprensa na posse da nova presidenta do Supremo, ministra Carmem Lúcia, sobre como pretende conduzir o relacionamento com o governo de Michel Temer:
1) “Eu não tenho dúvidas de que o PT vai ter que reaprender a fazer oposição (…) oposição é normal, da vida democrática”.
– Ou seja: Estamos em democracia e o partido deve travar a disputa política nestes termos.
2) “O PT vai ter que brigar, obviamente, que se tiver alguma coisa que seja extremamente de interesse para o conjunto da sociedade que seja colocado em votação, o partido e sua bancada vão pensar direito”
– O partido, sem abrir mão de suas posições, negociará, sim, questões de interesse nacional e positivos para sairmos da crise.
3 “(…) Mas tentar resolver problema da crise, mexendo em direitos de trabalhadores é inaceitável”
– Deve cumprir o papel de defender os direitos sociais, enfrentando os setores que pressionam pela sua revisão.
4) “Isso vai perdurar porque uma parcela da sociedade brasileira continua indignada. Obviamente, que o Temer vai ter que fazer um exercício muito grande como presidente para fazer com que o país saia da crise em que ele está submetido. Mas acho que vai demorar muito com esse Fora Temer”.
– A linha não é o boicote, embora reconheça a indignação de parte da sociedade com o Impeachment. Mas, no rumo do que declarou acima, não renunciará a colaborar com esforços para o País sair da crise econômica e política”.
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Posições de um líder internacional, campeão da área social e da conciliação de opostos.
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