Lula é questão de Estado, soberania e sobrevivência da Nação

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Lula (Foto: Reprodução/Twitter)


Por Davis Sena Filho 

Lula não é somente questão política, ideológica e eleitoral. Ele é mais do que tudo uma questão de Estado, soberania e sobrevivência da Nação, do povo brasileiro, que necessita de proteção social e de acesso a todos os setores e segmentos da economia, tanto estatais quanto privados, além de resgatar seus direitos retirados a fórceps, a partir do golpe de 2016, perpetrado pelo usurpador e traidor Michel Temer e seus lacaios e convivas do entreguismo irresponsável e criminoso.

A sobrevivência da Nação depende do Estado. Aliás, de qualquer nação, inclusive as desenvolvidas. Porque somente o Estado regulamenta e regula a economia e arbitra os conflitos sociais, bem como serve de escudo para os mais fracos, que precisam do Estado para enfrentar os interesses do grande empresariado, nacional e estrangeiro, no sentido de resguardar direitos e fazer cumprir os deveres inerentes a todas as classes sociais. O Estado tem de fazer cumprir as leis, sempre a ter como referência o Estado Democrático de Direito e a Constituição.

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Lula significa mais Estado para a população, principalmente a que vive em situação de vulnerabilidade social, que compõem milhões de brasileiros para a vergonha do Brasil. Votar em Lula significa acreditar que há esperança em um futuro de dias melhores para todos, apesar da destruição e do desmonte propiciados pelos golpistas e usurpadores de Michel Temer, assim como pelos fascistas e fundamentalistas do mercado financeiro de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, associados aos seus fiadores e garantidores: os militares.

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O Brasil precisa eleger, urgentemente, Luiz Inácio Lula da Silva para presidente, porque o Estado foi sequestrado e dominado pelas "elites" de servidores públicos, que servem caninamente aos interesses da plutocracia nacional associada à internacional, que estão há seis anos a roubar as riquezas do País e a explorar o povo brasileiro como nunca se viu na história da República, principalmente após a redemocratização do Brasil nos anos 1980.

Tiraram e continuam a tirar o Estado nacional do povo, dos trabalhadores e aposentados, dos estudantes e das donas de casa, dos médicos e professores, engenheiros e acadêmicos, dos artistas e atletas, e de todas as pessoas com suas inúmeras profissões. Porém, a grande covardia e perversidade que se viu neste País foi eliminar os empregos de milhões de trabalhadores por meio da destruição de grandes empresas brasileiras de importância estratégica para o desenvolvimento do Brasil, além do congelamento por longos 20 anos dos investimentos em infraestrutura, educação e saúde, assim como sabotaram, impiedosamente, o imenso e poderoso mercado interno brasileiro por causa, principalmente, de a "elite" deste País ser subversiva e, com efeito, combate historicamente os interesses econômicos e de soberania do Brasil. 

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Um mercado interno com um povo sem dinheiro por falta de empregos e de reposição salarial tem como consequência o domínio econômico do Brasil pelos empresários e governos estrangeiros, que remetem lucros e criam empregos no exterior. Evidentemente que é proposital a derrocada econômica e social deste País por parte dos golpistas, que já estão no segundo governo de direita após o golpe de estado de 2016, sendo que suspender os investimentos do estado, congelar salários, não realizar concursos públicos e retirar recursos da educação, cultura, saúde, ciência, pesquisa, além de afrouxar a fiscalização de setores de meio ambiente e mineração se tornaram as ordens governamentais da administração Bolsonaro, bem como o Brasil vivencia, para sua imensa vergonha, o aumento dos índices de violência contra os índios, os gays, os quilombolas, os negros e os pobres.

O povo brasileiro e seus trabalhadores do campo e da cidade enfrentam um poderoso inimigo interno, muito mais deletério e perigoso do que qualquer inimigo externo: a "elite" herdeira da escravidão de quase 300 anos. Trata-se da dona da casa grande, que tem a cumplicidade e recebe o apoio das classes médias pequenas burguesas, que controlam os melhores empregos da iniciativa privada e dos setores estatais, além de ocuparem os bancos das melhores universidades públicas, apesar de se definirem, hipocritamente e cinicamente, como privatistas, sendo que a grande maioria desse tipo de gente (abestalhada) não controla os meios de produção. Ridículo e sem noção!

Exatamente, as classes médias. São elas uma das maiores responsáveis pelo golpe de estado de 2016 contra a presidente Dilma Rousseff, que para mim e muita gente é a maior farsa política da história do Brasil, bem como pela prisão injusta de Lula e a ascensão de um presidente fascista e farsesco, além de impositor de políticas econômicas ultraliberais, que estão a arrasar, impiedosamente, a economia brasileira e a enriquecer como nunca se viu antes os grupos sociais que já são multimilionários. Trata-se do arrasa quarteirão, da política real de lesa-pátria e de guerra de dois desgovernos de direita contra seu próprio povo, sendo que a inflação de quase 11% é o imposto mais covarde e injusto que um governo dedicado aos ricos pode fazer contra o todo da sociedade brasileira. 

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Para quem não sabe, saiu hoje o índice de inflação de 10,06% pelo IPCA. A inflação de dois dígitos ficou muito acima da meta de 3,75% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional e Banco Central para o ano de 2021, cujo teto estimado era de 5,25%. Portanto, a população lida com um desgoverno antipopular, antinacional e contrário ao seu interesse. Um governo de extrema direita radicalmente neoliberal e profundamente entreguista, que dolarizou a economia, o preço dos combustíveis, e que entregou a poderosa Petrobrás aos acionistas ricos, sendo que a maioria é estrangeira, sendo que neste momento está a dar pulos e cambalhotas de alegria, por comemorar o recebimento de tanto dinheiro por intermédio da dor e sacrifício do povo brasileiro.

Explodiu a inflação e com ela a eletricidade, o gás, a gasolina, o metanol, o diesel, e, evidentemente, a comida e o transporte. Os preços explodiram e o brasileiro sucumbe em sua vida para os ricos que vivem de investimentos e aplicações fiquem ainda mais ricos e vivam como verdadeiros cafajestes em seus mundos de luxos e ostentações, a se divertirem com o desemprego de 15 milhões de brasileiros, sendo que 50 milhões ou mais vivem de bicos ou subempregos. Este país perverso com seu próprio povo pagador de impostos e responsável por meio do trabalho pela riqueza dos ricos deveria ter uma revolução armada, mas elegerá Lula, que estabelecerá acordos com a burguesia, de forma a recuperarmos o Estado nacional e resgatá-lo das garras de dirigentes que estão atualmente no poder e que são, propositalmente, sabotadores dos interesses do País com a má intenção de concentrar brutalmente a renda e a riqueza, de maneira que o PIB nacional seja entregue aos banqueiros e aos grandes empresários de inúmeros segmentos da economia globalizada, que transforma o Brasil na casa da mãe Joana, ou seja, num pardieiro.

Portanto, votar em Lula é fortalecer o Estado e trazê-lo de volta à população, porque desejamos o Estado  como o indutor da economia, ou seja, cuidar melhor dos interesses legítimos da maioria dos brasileiros, com mais responsabilidade orçamentária e compromisso com a justiça social. Eleger Lula significa soberania e independência para o Brasil e seu povo, que precisa urgentemente de emancipação plena, ou seja, mandar no seu próprio nariz, mas com o entendimento que tem de haver união e pacificação para que se possa derrotar o fascismo e o neoliberalismo dos empresários e dos generais, dos setores de poder e mando do Estado burguês, a exemplo de juízes, procuradores e delegados, além, é claro, derrotar os políticos de partidos de direita, os golpistas do Centrão que dão sustentação ao desgoverno do fascista Jair Bolsonaro.

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Então, votar em Lula é compreender que o Estado é para todos e não apenas para os privatistas e banqueiros neoliberais com a cumplicidade lamentável e deplorável de servidores concursados de poder e mando que vivem do dinheiro público pago pelo contribuinte, seu verdadeiro patrão. O Estado é do povo brasileiro, e não pode ser desmontado por moleques do mercado de capitais para favorecer a iniciativa privada rural e urbana, além de beneficiar funcionários de alto escalão do Estado, que se associaram aos governos de direita e de extrema direita de Temer e Bolsonaro para ter vantagens pecuniárias e voz ativa de poder e mando, após 30 anos de democracia com eleições ininterruptas, que sofreram intervenções criminosas por parte da imprensa familiar e de mercado, da Justiça, do MPF, dos militares, da Lava Jato e do Congresso, por meio de farsa e violência institucional, com a deposição terceiro-mundista de Dilma e a prisão covarde e injusta de Lula, realidades que favoreceram esse tipo de gente, que se aproveitou do golpe farsesco de 2016 para tomar de assalto o poder central.

Por isso é essencial e de imensa responsabilidade votar em Lula para que possamos retomar a democracia e o estado de direito de forma plena e absoluta. É também imperativo resgatarmos a autoestima da Nação e assim criarmos milhões de empregos, investirmos muito mais em saúde e educação, recuperarmos o mercado interno e com isso fazer o dinheiro circular de maneira que ele chegue ao bolso dos trabalhadores, porque urge a retomada do desenvolvimento e progresso para todos os brasileiros. 

Enfim, quem garante o desenvolvimento social e econômico são os trabalhadores, porque são eles os reais consumidores. Empresário que não enxerga tal realidade por causa de ideologia e partidarização política é burro, inconsequente, irresponsável e merece indelevelmente a falência, porque se trata de um imbecil. E foi isso, sem generalizar, que o empresário brasileiro fez e continua a fazer, pois herdeiro legítimo e autêntico da escravidão e do tiro no pé.

Lula é soberania. E soberania é cuidar. Cuidar é olhar para o povo brasileiro, com amor e respeito.

Quando um líder político sensível e democrático como o é o Lula faz o Estado cuidar da população, a vida fica mais estável, porque sabemos que teremos atenção. E atenção é visibilidade. E visibilidade social é ser reconhecido como cidadão a ter acesso à cidadania --- a direitos.

Ter direitos significa ser considerado, mesmo se a pessoa for muito pobre e não poder pagar impostos para o Estado.

O brasileiro tem de entender e compreender urgentemente que não pode, jamais, entregar o Estado nacional para a iniciativa privada de caráter imperialista e colonizador, sectário e elitista. Esses, sim, são os verdadeiros ladrões da pátria e verdugos de qualquer satisfação, esperança e alegria humana. São capitalistas que não vivem no Brasil, inclusive os brasileiros.

Votar em Lula é votar na vida, em um País dolorosamente de alma escravocrata e de rotina tão violenta que desumaniza a sociedade e transforma muitos bárbaros e perversos em "heróis". O Brasil precisa de civilidade e reconquistar os marcos civilizatórios perdidos, bem como conquistar os que nunca teve. Votar em Lula é uma questão de sobrevivência da Nação. Soberania. Civilização. É isso aí.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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