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Alex Solnik

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

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Lula trocou confronto por low profile

"Lula precisava tirar Flávio Dino do governo, sem demiti-lo", analisa Alex Solnik

Flávio Dino e Lula (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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A frase pode parecer dura demais, mas a realidade é que Lula precisava tirar Flávio Dino do governo, sem demiti-lo.

Ele começou bem, foi firme e competente no 8/1/, mas se tornou, no decorrer do tempo, no ministro que mais atrapalha do que ajuda.

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Transformou a sua gestão num eterno confronto com deputados e senadores do centrão.

Raramente houve um dia sem uma treta qualquer entre eles.

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Raramente houve um dia em que o ministro não deu uma resposta mordaz, irônica, que recebia tréplica de seus alvos.

E era convocado diariamente para dar explicações.

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A imprensa adorava suas tiradas sagazes, suas frases ferinas davam belos títulos; o Planalto, nem tanto.

Quando um ministro se torna alvo de ataques políticos constantes, ainda mais o titular de uma pasta tão importante quanto a da Justiça e Segurança Pública, isso atinge todo o governo. Atinge Lula. E emperra as negociações.

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Em meio a conversas delicadas e complicadas para garantir votos para seus projetos, farpas do ministro com seus oponentes não trazem nada de bom ao Planalto. Dificultam tudo. “Com esse ministro, não dá”. A negociação sai mais caro.

Flávio Dino virou um ministro belicoso demais. Na contramão da pacificação pregada pelo governo.

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Mas esse não foi o único problema. Flávio Dino também tornou-se midiático demais, muitas entrevistas, overdose de postagens, o que aumentou o seu cacife para suceder Lula.

Ao colocá-lo no Supremo, Lula o tirou da linha da sua sucessão. Deixou o caminho livre para Haddad.

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Derrubou Flávio Dino para cima.

Por tudo isso, é evidente que tudo o que Lula não queria era um Flávio Dino 2, ou Ricardo Capelli. O estilo “vamos pra cima deles” está em baixa no Planalto. Ocupar espaço demais na mídia, também.

Além de sua competência e vivência na área jurídica, Lewandowski foi o escolhido por seu perfil conciliador e low profile, mais afeito a conversas entre quatro paredes do que a postagens e confrontos nas redes sociais. Sobretudo com o centrão.

E, é óbvio, sem pretensão alguma de suceder Lula.

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