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Miguel Paiva

Miguel Paiva é chargista e jornalista, criador de vários personagens e hoje faz parte do coletivo Jornalistas Pela Democracia

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Macetando o apocalipse

"Macetar o apocalipse é jogar a favor do governo, com senso crítico, mas a favor", escreve Miguel Paiva

Macetando o apocalipse (Foto: Miguel Paiva )
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A palavra que define muito bem o que vivemos foi ressuscitada agora pela voz de Baby Consuelo. Apocalipse. Talvez não no sentido que ela queria, mas no sentido do inferno que vivemos. Publiquei um livro chamado Diário do Inferno que reúne as charges e os textos feitos para o 247 no período do governo Bolsonaro. Apocalipse é pouco e o inferno mais ainda. Não encontro palavras para descrever. Agora então com as investigações, os documentos revelados, as delações, vemos que escapamos de boa. Nós todos nos juntamos a Ivete Sangalo e macetamos coletivamente o apocalipse. Começando pela manifestação deste domingo na Paulista que não sei no que vai dar.

Não consegui fazer uma charge porque primeiro tinha decidido falar menos do inominável. Depois, porque realmente não sei o que vai acontecer. No apocalipse tudo queimava, era inundado ou afundava no terreno que se abria. Não quero que isso aconteça na Avenida Paulista, mas simbolicamente é tudo que eu desejo para essa gente. E tem um pessoal que ainda acha que isso é política. O Zema e o Tarcísio que estão por aí sem processo aparente e que disseram que irão à manifestação. O que eles pretendem? Se comprometer com o criminoso? Aproveitar a brecha e conseguir alguns votos? Inútil. Não vejo futuro para eles. Imaginem o Nordeste diante da urna eletrônica onde o candidato é o Tarcísio. Quem? Tarcísio? Não sei quem é. E o Zema, coitado que não consegue aparecer nem no cenário mineiro.

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O apocalipse existe, porém. Está aí e nos ronda a cada dia. Temos que macetar bem macetado para que não consiga se erguer. E macetar o apocalipse é jogar a favor do governo, com senso crítico, mas a favor. Eleger prefeituras e vereadores que nos ajudem, contribuir nas ruas, nos bairros, no trabalho para a aceitação e sedimentação da política do governo. Evitar que o mundo se transforme num enorme feudo dos Estados Unidos e seus parceiros fortalecendo os Brics. Temos um futuro macetado que nos ajudará a melhorar de vida. O apocalipse sempre me assustou. Desde criança, ainda no tempo em que ia à missa, fugia no dia do sermão do apocalipse. Tinha medo mesmo que aquilo acontecesse. Ainda bem que cresci e superei. 

Será que a Baby Consuelo acredita de fato? Será que o Bolsonaro vai sobreviver para estabelecer as regras do apocalipse. Espero que não e só depende de nós. Prefiro viver por aqui, no paraíso na terra que pode existir, sem exageros, é claro, mas dentro do que podemos realizar.

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