MPF elitista e autocrata continua com sua trilha golpista de terceiro mundo

"O Ministério Público tem lado, partido e ideologia", escreve Davis Sena Filho

www.brasil247.com - Conselho Nacional do Ministério Público
Conselho Nacional do Ministério Público (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)


Por Davis Sena Filho 

“Não sou o Golbery, mas criei um monstro!” (Ex- PGR, Sepúlveda Pertence, sobre o autocrático Ministério Público em conversa com o presidente José Sarney. Posteriormente, o MP se tornou o gestor da criminosa Lava Jato).

"Os excessos deste momento deveriam servir para rever o papel do MP e da Justiça". (Sepúlveda Pertence, em julho de 2016, ao comentar sobre as intervenções nada republicanas do MP e da Justiça no processo político e eleitoral, na ordem democrática e quanto aos ataques ao estado de direito).

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O servidor público pago regiamente pelo contribuinte brasileiro, a ocupar o cargo de procurador (promotor), se transformou em um agente a serviço do Estado e não do réu. Ele deixou de exercer o controle da atividade policial, porque passou a, absurdamente, ser parte dessa atividade, o que o leva a, irresponsavelmente e autocraticamente, a se contrapor ao Direito, ao Estado Democrático de Direito e à Constituição. 

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É assim que tem agido e atuado tais servidores públicos deste País de poderes ilimitados e não fiscalizados e processados quando cometem crimes contra a ordem constitucional. Que o diga a Lava Jato, o filhote fora da lei da PGR (MPF) nesses anos terríveis após o golpe de direita de 2016 contra a presidente democrata e trabalhista Dilma Rousseff, que não incorreu em crime de responsabilidade e que foi deposta vergonhosamente com a participação decisiva de procuradores contraventores do MPF.

O Ministério Público tem lado, partido e ideologia. E quando se tornou um monstro, como alegou um de seus principais criadores, o ex-ministro do STF, Sepúlveda Pertence, passou a ser, sem sombra de dúvida, o guardião dos interesses políticos, ideológicos e econômicos da grande burguesia nacional e da plutocracia mundial dentro do Brasil.

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Os procuradores são cúmplices ativos e partidários de uma direita entreguista e desprovida de projeto de País, como agora se comprova com a entrega infame de subsidiárias estratégicas da Petrobras, sendo que os procuradores não dão um único pio contra esses verdadeiros crimes de lesa-pátria, que deixarão o País de joelhos quanto à sua soberania, no que concerne à independência do Brasil quanto ao controle e domínio sobre o petróleo e outros modais energéticos, a impedir que a nação se torne autossuficiente em gás, combustíveis e óleo cru.

Trata-se de procuradores, como os da Lava Jato, que atuam para ratificar e concretizar os interesses dos ricos, assim como partidários das demandas dos EUA, que são associados à burguesia escravocrata brasileira, sendo que, obviamente, seus interesses financeiros e políticos rezam com os dos procuradores da DesRepública das bananas, que são, indubitavelmente, filhotes brancos e privilegiados das classes média e média alta deste País brutalmente concentrador de renda e riquezas.

A sociedade herdeira de 300 anos de escravidão de forma oficial, que usa o racismo e o preconceito de classe e origem como instrumento de vantagens e privilégios, de maneira a manter eternamente o status quo, de maneira a monopolizar o acesso ao poder e, com efeito, ter o controle dos melhores empregos dos setores públicos e da iniciativa privada, a manter ainda a educação e o conhecimento apenas para poucas e minoritárias castas sociais de peles brancas, em um País que tem mais de 50% da população de cores parda e preta, uma realidade perversa, que é, na verdade, o combustível do subdesenvolvimento e da violência epidêmica do Brasil.  

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Trata-se, repito mais uma vez, das deploráveis e preconceituosas classe médias deste País eternamente injusto e desigual, que produz procuradores, juízes de delegados da PF completamente distantes e alienados no que tange às demandas do povo brasileiro e aos interesses de soberania e autossuficiência do Brasil em questões, por exemplo, energéticas e de comunicações, a exemplo de Petrobrás, Eletrobrás e Correios.

Isso tudo sem esquecermos da Vale do Rio Doce, cuja produção de minérios vai para os cofres da iniciativa privada muquirana, irresponsável e inconsequente, que não investe no Brasil como deveria investir, além de ter soterrado duas cidades mineiras (Mariana e Brumadinho), com graves perdas de vidas humanas e lamentáveis prejuízos econômicos e ambientais.

E o MPF dos procuradores absurdamente privatistas, partidários, ideológicos e de direita ainda não conseguiu colocar na cadeia um único empresário vagabundo, criminoso, corrupto e responsável por crimes inomináveis e inenarráveis como os de autoria da Vale, como também o MPF nesses anos todos não prendeu um único tucano ladrão, no que concerne à Lava Jato. É mole ou quer mais, camarada?!

O que realmente importa à Nação para a defesa de seus interesses tais procuradores não fazem, mas não se ausentaram de participar como agentes políticos e partidários da deposição da presidente Dilma Rousseff, tanto na esfera pública, a elaborar processos viciados em forma de lawfare para perseguir e oprimir a quem eles consideraram inimigos políticos, quanto também agiram como gafanhotos nas redes sociais e nas ruas, sendo que muitos desses servidores públicos procuradores, que jamais deveriam participar de ações políticas, contrariaram, criminosamente, o próprio regulamento que os regem, a sair em fotos vestidos com a camisa amarela da corrupta CBF, pois registradas amplamente pelas redes da internet. Simplesmente os procuradores rasgaram, deliberadamente, a Constituição.

Por fim, volto a replicar para evitar esquecimento: Ao invés de exercer o controle externo da atividade policial, como prevê a Constituição, o MPF passou a endossá-lo sem qualquer sentimento de culpa ou dor de consciência, o que acarreta a promiscuidade entre o órgão fiscalizador e o de investigação policial, a colocar em dúvida, inclusive, os processos judiciais, sendo que tais procuradores não levantam uma palha para combater a entrega do patrimônio público financiado e pago pelo povo e contribuinte brasileiro. Essas questões tem de ficar claras e transparentes, porque primordiais e inegociáveis quanto aos direitos civis da população brasileira, assim como quanto à soberania do Brasil  Ponto. 

Os procuradores, sem generalizar, mas são muitos, se tornaram cúmplices odientos da entrega criminosa da Eletrobrás, que está praticamente sem dívidas, de forma que a energia caísse de preço, pois  se trata de empresa totalmente paga pelo contribuinte no decorrer de décadas. A explicar: um País autossuficiente em energia elétrica sem depender de estrangeiros de auspícios colonizadores e empresários ladrões. Sendo assim, a iniciativa privada deita e rola como sempre para ter lucros absurdos sobre o que ela jamais construiu por meio de trabalho e altos investimentos, assim como nada pagou durante décadas a fio.

Vou repetir: Os procuradores se transformaram em cúmplices e apoiadores da alienação de bens públicos, realidades essas maquiavélicas, que se contrapõem à soberania do País e ao bem-estar do povo brasileiro. A palavra mágica é SOBERANIA!, e tem de ser repetida incansavelmente. São os procuradores que não procuram nada e coisa alguma, passaram, de forma infame, a se comportar e agir de maneira ordinária, atroz e traidora contra a maioria da sociedade, dos pobres, a ratificar recorrentemente o que eles são e sempre foram: a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil, a ter como símbolo maior dessa infâmia toda a criminosa e corrupta Lava Jato. A resumir: alienação, ignorância e incompreensão sobre o Brasil de forma total e irrestrita.

O MPF "nasceu" para defender os direitos e interesses da sociedade e do País, além de fiscalizar, acusar e denunciar à Justiça aqueles que se contrapõem a esses interesses — às leis. Porém, os procuradores, cônscios de seus imensos poderes que se hipertrofiaram, resolveram trair perversamente e inconsequentemente o povo brasileiro, pois se juntaram aos golpistas, a exemplo do golpe de estado contra Dilma Rousseff e a prisão infame e injusta de Lula.

O MPF está a permitir o entreguismo de lesa-pátria inenarrável e absolutamente canalha do Brasil e de seu patrimônio público, como fizeram o golpista e usurpador Michel Temer e o fascista e ultraliberal Jair Bolsonaro. Os procuradores se tornaram verdugos da vida brasileira, inclusive da soberania do Brasil e dos direitos do trabalhador. Esse pessoal é cúmplice e um dos autores da derrocada do Brasil como Nação, que luta e deseja ser um dia civilizada.

Vaidosos e muitos deles inconsequentes sobre seus importantes papéis, muitos procuradores optaram por conspirar em seus confortáveis gabinetes para fazer a política de subterrâneo e eivada de ações criminosas e contaminadas pela podridão de atos criados artificialmente por eles mesmos para incriminar seus inimigos políticos, geralmente do campo da esquerda.

Ações deletérias, diga-se de passagem, a ter o PT como principal e praticamente o único alvo, de forma que fosse derrotado eleitoralmente e aniquilado como partido político, cujo um terço da população brasileira vota fielmente nele, fora os muitos outros brasileiros que também votam no maior e mais importante partido de esquerda da história do Brasil, conforme a situação de momento e opção de interesse social e econômico. O MPF precisa urgentemente resgatar sua credibilidade, porque continua, lamentavelmente, a caminhar por sua trilha golpista de terceiro mundo. Realmente, Sepúlveda Pertence tem razão. Ele criou um monstro, mesmo não sendo o general Golbery. É isso aí.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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