Novo ataque da mídia corporativa a Lula mostra que ela se tornou linha auxiliar do gabinete do ódio

“Enquanto Jair Bolsonaro segue firme em seu projeto de destruição nacional, a imprensa comercial retoma seu esporte predileto: atacar o ex-presidente Lula”, diz o jornalista Leonardo Attuch

(Foto: Ricardo Stuckert - PR)


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O Brasil talvez seja um caso perdido. No momento em que vozes relativamente sensatas da sociedade começam a se dar conta de que foram intoxicadas pelo ambiente de ódio e de mentiras disseminado nos últimos anos contra um determinado campo político e que, por isso mesmo, acabaram apoiando o golpe de estado de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff e a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a imprensa conservadora retoma seu esporte predileto: atacar Lula. 

É exatamente isso o que está ocorrendo em vários veículos da chamada mídia corporativa nas últimas horas, a partir de uma frase dita por Lula em entrevista ao jornalista Mino Carta, editor da Carta Capital. “Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem que apenas o estado pode dar solução a determinadas crises”, disse Lula.

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Qualquer pessoa alfabetizada é capaz de compreender o sentido desta frase. Foi o necessário que surgisse uma pandemia para que a humanidade começasse a enxergar o desastre neoliberal e corrigisse seu curso. Mas, não. Na imprensa que patrocinou e ainda patrocina o golpe, Lula comemora o vírus como se celebrasse as milhares de mortes que estão ocorrendo no Brasil, que é o único país do mundo sem ministro da Saúde, por falta de governo.

Os ataques que têm sido feitos pela imprensa corporativa, aquela que se diz portadora do “jornalismo profissional”, a Lula em nada se diferem das baixarias que são disparadas pelo chamado gabinete do ódio comandado pelo clã Bolsonaro. E o curioso é que um dos alvos deste mesmo gabinete é a mídia tradicional, que vem sendo suplantada pela indústria de mentiras construída nas redes sociais nos últimos anos. No entanto, quando se trata de defender os interesses do grande capital e das oligarquias, os barões da mídia são exatamente iguais aos delinquentes da internet.

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Quem ganha com isso? Jair Bolsonaro, que segue firme em seu projeto de destruição nacional, no momento em que o Brasil precisaria de unidade das forças democráticas para se reconstruir a partir de um novo pacto nacional. Mas onde estão as forças democráticas? Certamente não estão nos grupos que dizem oferecer à sociedade o chamado “jornalismo profissional.”

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