O pen drive de ouro

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Eduardo Bolsonaro viaja ao Catar para ver jogo da seleção brasileira (Foto: Reprodução)


Mamãe, eu quero, mamãe, eu quero. Mamãe, eu quero mamar. A composição dessa marchinha de Jararaca  e Vicente Paiva, pode ser bem o tema da viagem de Eduardo Bolsonaro ao Catar. Uma viagem que ninguém iria se dar conta, se não fosse a internet. Costumo dizer que existem três grandes invenções da humanidade: A roda, o fogo e a internet. Você não escapada nos dias de hoje da rede virtual. Você deixa marcas virtuais e todo ou praticamente todo ser humano, possui uma câmera. Quem acha que pode se misturar a multidão, tal qual Hannibal Lecter quando foge da prisão e diz que se tornará mais um rosto na multidão ao telefone com Clarice Starling em Silêncio dos inocentes.

A diferença é que Hannibal era médico culto, porém tinha Transtorno de Personalidade Antissocial assumido. Já Eduardo Bolsonaro está a anos-luz da capacidade de Lecter. Como, em plenos 2022, Eduardo Bolsonaro cruza o mundo pra levar um monte de Pen Drive, modelo 2010, dizendo ser uma missão secreta levando conteúdo sobre o Brasil? Ele precisava fazer isso em plena Copa do Mundo? Não satisfeito em ser flagrado no jogo do Brasil, outro dia estava vendo o jogo do Irã no camarote do xeique. A operação secreta com codinome Pen Drive, gastou quanto de dinheiro público? Seu conteúdo foi entregue para quem durante a Copa? E afinal, o que é de tão importante para essa viagem acontecer?

Eduardo trabalhou com hambúrguer nos EUA. Talvez haja  alguma receita secreta de hambúrguer gourmet  com elementos brasileiros, talvez frutas, que exista uma necessidade para o McDonald’s que é patrocinadora oficial da Copa do mundo. Qualquer espião, de países menos badalados no cenário internacional, faria tal coisa. No Brasil recentemente, dois espiões foram capturados por erros mínimos e que talvez continuassem suas atividades tal suas discrições, nunca precisaram sair do país para entregar qualquer pen drive. Usam o sistema Dead Drop, onde deixam em um local estipulado, escondido e um comparsa passa depois e retira o documento. Não há necessidade de viajar. 

Está longe de ser um espião. Hoje existe até Drop Box ou algum serviço de entregas de arquivos grandes pela rede ou até mesmo compartilhar arquivos no Google Drive. Ninguém mais usa pen drive desta forma. O traço negativo é Eduardo Bolsonaro aproveitar a Copa, com dinheiro público, esquecer que incentivou grupos Bolsonaristas a pedir um Golpe de Estado em frente aos quartéis e fechando estradas para se divertir. Aqueles, que são considerados gados, que estão pegando chuva, enfrentando intempéries nas ruas desde o resultado das eleições se sentiram traídos. E cada vez mais, com o tempo, a situação de temor golpista vai se esfacelando ou indo para os bueiros levados com a chuva.

Quem ainda defende (os poucos) a atitude de Eduardo Bolsonaro, falam em ajuda externa. Mas qual? Afinal, Bolsonaro era considerado um párea internacional. Ninguém queria estar lado-a-lado com p ex-presidente. A própria COP 27 no Egito, convidou o presidente eleito Lula para palestras e conversas, mesmo com a presença oficial da comitiva brasileira no evento. E que, aliás, foi vista fazendo turismo. Os únicos que tem verdadeiras conexões com o presidente são aqueles da extrema direita mundial. Uma rede que pode ser por um lado perigosa, por possibilidades de acontecer terrorismo ou estímulo de caos social no país. Mas se depender dos líderes, não acontecerá. Se depender das células neonazistas, pode ser uma possibilidade.

Trump foi visto se reunindo com neonazistas americanos. E a despeito de Bolsonaro ser um Copy Cat de Trump, poderemos esperar que se reúna em breve com seus pares. Quanto aos Pen Drives, apenas servirá de marchinha para o próximo Carnaval.

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