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Fernando Lavieri

Jornalista, com passagens pela IstoÉ e revista Caros Amigos

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Pacto de aço

O imperialismo caminha para debacle. Mas os Estados Unidos não aceitarão perder a hegemonia facilmente

O presidente russo, Vladimir Putin, é recebido pelo presidente chinês, Xi Jinping, durante uma cerimônia em Pequim, China, em 17 de outubro de 2023. (Foto: Sputnik/Sergei Savostyanov/Pool via REUTERS)
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Os Estados Unidos já perceberam que a corrida está perdida. A força política, econômica e militar da China, Rússia e do Irã já é capaz de frear a animosidade do imperialismo estadunidense e seus satélites. 

Tal afirmação foi comprovada no sábado, 13, quando Teerã demonstrou ao mundo que tem capacidade bélica para enfrentar o Sionismo se for necessário. Mais: o poder de fogo iraniano conseguiu sobrepujar a dita inabalável defesa antimíssil israelense. Se não fosse a fundamental ajuda estadunidense, inglesa e francesa, os drones iranianos teriam atingido o objetivo militar. O Irã, em outras palavras, não quer, mas também não teme a escalada da batalha no Oriente Médio. 

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Muito bem. Mas o que o certame no Oriente Médio tem a ver com a queda da hegemonia imperialista dos Estados Unidos em todo o mundo? O Tio Sam tem ligação indissociável com o regime Sionista, mas nesse momento, em que os anseios eleitorais estadunidenses crescem internamente, Washington deverá  afastar-se tanto de Israel quanto da Ucrânia. Não há legitimidade para continuar apoiando tais situações de matança indiscriminada. 

Por outro lado, China e Rússia avançam sem pausa. A parceria desses países já se transformou em pacto de aço. Ambas as nações elevaram suas ações na eurásia e África, principalmente, tendo como ponto fulcral o Brics e a Nova Rota da Seda. Não adiantou a sabotagem ao sistema Nord Stream. Não adiantou enviar Nancy Pelosi a Taiwan para causar burburinho diplomático, nem mesmo o apoio ao genocídio televisionado do povo palestino parará a roda da história. 

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Esse é o momento da multipolaridade. É tempo de não mais aceitar as narrativas mentirosas da Casa Branca. Apesar de os EUA terem ainda a maior força militar de todo o mundo, o país perdeu sobremaneira sua exuberância intervencionista. O Tio Sam e os seus lacaios europeus terão de, mais cedo ou mais tarde, entregar a rapadura e se submeter a nova circunstância.

E Israel? O satélite estadunidense no Oriente Médio terá de tomar medidas contra a sua vontade. Ou seja, cessar-fogo. Isso se não quiser ampliar o conflito e, no curto prazo, facear-se sozinho diante de forças militares bem preparadas. Mais: o Sionismo tem de ter em conta que todo o universo islâmico reprova a matança de civis palestinos, apesar da subserviência de Abdullah II, rei da Jordânia. 

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O perigo para os EUA e Europa ainda pode ser maior, pois a Rússia e China observam a limpeza étinica em Gaza de forma equidistante, mas não estão cegos.

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