Pazuello será alvo de condução coercitiva?

"O general-fujão – ou covardão – utilizou a desculpa do contato com os dois infectados para escapar da CPI", diz o jornalista Altamiro Borges

General Pazuello
General Pazuello (Foto: Reprodução)
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Rotulado de general-fujão nas redes sociais, Eduardo Pazuello, o ex-sinistro de Jair Bolsonaro que carrega mais de 300 mil mortos nas costas, pelo jeito não terá como escapar da CPI do Genocídio. O jornal Estadão informa que os senadores já falam em pedir a "condução coercitiva" do milico para garantir seu tão aguardado depoimento.

"Os senadores citaram a medida após o Estadão revelar que Pazuello recebeu, na manhã desta quinta-feira (6), uma visita do ministro Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral da Presidência) no Hotel de Trânsito de Oficiais [em Brasília], onde supostamente estaria em isolamento depois de ter contato com dois servidores que contraíram a Covid-19".

 A desculpa esfarrapada do milico

 O general-fujão – ou covardão – utilizou a desculpa do contato com os dois infectados para escapar da CPI na quarta-feira (5). A justificativa foi apresentada em documento oficial do Exército – o que mancha novamente a já desgastada imagem da instituição golpista. Os senadores deram, então, um voto de confiança e adiaram o depoimento para 19 de maio.

A revelação do jornal, porém, azedou o caldo. Ela mostrou que "Pazuello não manteve medidas de isolamento e se reuniu com Onyx, que foi escalado como articulador da estratégia de defesa do governo Bolsonaro na CPI da Covid". Diante da mentira, os senadores reagiram e passaram a falar em pedir sua condução coercitiva. 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, foi o mais incisivo ao mencionar o uso da medida. "Indignado, ele repetia na mesa da CPI: 'Condução coercitiva'. O senador Fabiano Contarato (Rede-ES), que é delegado de polícia, concordou: 'No processo penal, isso é condução coercitiva'", relata o Estadão.

A medida só não foi aprovada devido à resistência do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), que pediu aos colegas que aguardassem o depoimento remarcado. Ainda segundo o jornal, Renan Calheiros concordou, mas fustigou: "Ele precisa colaborar e deixar de usar o Exército como biombo para não vir à CPI. Isso é extremamente irresponsável".

Ir de farda ou à paisana na CPI?

Agora é ter paciência e esperar até 19 maio. Será que o “general-covardão” vai fugir novamente? Em sua coluna no UOL, Thaís Oyama garante que “Pazuello receia acabar como um cão sarnento, daqueles que ninguém quer por perto. Com o avanço da CPI, o ex-ministro teme ficar sem o apoio do governo a que serviu e da corporação a que ainda pertence”.

Segundo a jornalista, há várias provas desse medo-pânico. “Ilustra essa situação a questão em torno de como ele deverá ir trajado ao depoimento adiado para o dia 19, se de farda ou à paisana. O comando do Exército já sinalizou preferir que o general se apresente à comissão em trajes civis, de modo a não associar o evento à Força”.

“Amigos, no entanto, vêm aconselhando Pazuello a fazer justamente o contrário: aparecer fardado e com as suas três estrelas sobre os ombros. A ideia é ‘amarrar’ sua imagem à do Exército para desencorajar ‘avanços’ de parlamentares, cujos ataques poderiam ser lidos como agressões aos militares... Pazuello, o general do pavio curto, tem motivos de sobra para estar nervoso”.

 

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