Quem tem medo da polarização?

Corretamente tratada, a polarização não é um estorvo, é a quintessência de uma Frente Ampla de Salvação Nacional, o antídoto aos "ismos" que trouxeram morte, desemprego,fome, inflação e falência moral, social e institucional ao Brasil. Hora de deixar as vaidades de lado, arregaçar as mangas e se pôr a trabalhar por um objetivo comum e elevado. Ou há quem tenha medo da polarização, amplitude e unidade

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A análise e debate político nacional consagrou - pelos fatos e pela linguagem - uma expressão que a todo tempo surge como fórmula, crítica e inevitabilidade: polarização. Convenhamos, seria estranho se fosse diferente, afinal somos uma sociedade de classes e carregamos graves desigualdades sociais, regionais e raciais, só para ficar nos quesitos econômicos. Natural, portanto, qualquer polaridade emergir de um quadro de disputa histórica ferrenha e violenta desde os primórdios da formação econômico-social do que chamamos de Brasil - Território, Estado, Nação, Povo. Falar em polarização como se uma novidade ou ineditismo representa, grosso modo uma adesão ingênua, incauta ou malgrada ao vocabulário e pensamento de matiz liberal e coloca em segundo plano categorias radicais como luta de classes e hegemonia. 

Enfim, a longa advertência é necessária para que, na ânsia de interpretar e transformar a realidade, não nos percamos da linha e rumo ideológico e teórico que estrutura o projeto revolucionário. Feitas as considerações, cabe colocar algumas questões, a começar pela própria caracterização, admitindo-a para o debate político: quem tem medo da polarização? Ou melhor, qual polarização? Talvez ainda, que polarização nos serve? E mais: polarização contradita unidade e amplitude? Ao meu ver, se é verdade que houve uma polarização pretérita que colocou como vetor a Esquerda, o PT e líderes como Lula e Dilma, as condições atuais de crise econômica, pandemia, destruição da Democracia, corrupção, desarranjo institucional, fragilidade da soberania nacional e ausência de projeto de desenvolvimento, mudam a chave do problema.

 Hoje, o pólo negativo é representado pelo Governo Bolsonaro e pelos setores que lhe dão sustento. Como se costuma dizer: "mudou a conjuntura". E nesse aspecto, se houver inteligência, compromisso, boa vontade, perspectiva e acordo, as oposições podem amalgamar uma frente política, social e até programática que se defina pela unidade e amplitude em lugar da pulverização e particularismo vigente. 

Todos contra Bolsonaro, em defesa da Vida, da Democracia, do Desenvolvimento, dis Direitos e da Salvação Nacional não é uma miragem, é uma tarefa política imediata e essencial. O que há de ruim está dado e comprovado, cabe então pensar no que há de melhor e de possível. É um tremendo erro subestimar o inimigo, também equívoco perseverar pela trilha estreita. 

O pólo positivo tem capacidade de aglutinar 70% ou mais da população, pactuar trabalho, produção, renda, inclusão e revisar e corrigir políticas que não servem ao interesse do povo e da nação. 

Parece idealismo ou distopia esquerdista, mas não, é leitura e disposição de centrar forças e ações na construção de uma saída que nos livre das ameaças reais de golpe e ditadura. E aponte para a superação da grave crise generalizada que açoita o país, seu presente e seu futuro. 

Corretamente tratada, a polarização não é um estorvo, é a quintessência de uma Frente Ampla de Salvação Nacional, o antídoto aos "ismos" que trouxeram morte, desemprego,fome, inflação e falência moral, social e institucional ao Brasil. Hora de deixar as vaidades de lado, arregaçar as mangas e se pôr a trabalhar por um objetivo comum e elevado. Ou há quem tenha medo da polarização, amplitude e unidade?

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