Reforma Administrativa: a nova inquisição que executa funcionários públicos

"A opressão e a desigualdade já estão ultrapassando quase todos os limites. A barbárie toma forma, e avança"

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“Chegou a hora de essa gente bronzeada mostrar seu valor...” diziam os versos de Assis Valente na voz do eterno “novo baiano” Moraes Moreira: na canção “Brasil Pandeiro”. E lendo mais cedo o artigo do deputado federal do P.T; Rogério Correia, de Minas Gerais: resolvi transcrever um de seus trechos a seguir: “Lido na internet: Sou servidor público, professor concursado há mais de 3 décadas. Recebo 2,5 mil por mês, sou marajá?”.

A transcrição feita pelo parlamentar do Partido dos Trabalhadores, em artigo intitulado “A volta do trem da alegria”, nos mostra o quanto ainda podemos contar com a presença democrática no parlamento, observe mais um trecho: “O concurso e a estabilidade no serviço público são duas conquistas da democracia brasileira que novamente estão sob forte ataque. É essencial denunciar e lutar contra isso.”.

Já muito aborrecida com tal desmonte, continuei minha investigação jornalística quanto ao próximo capítulo fascista por parte do governo, foi então que li, no site do Brasil 247, uma declaração de deixar os quase 12 milhões de funcionários públicos brasileiros, e suas famílias em desespero. Ela veio por parte do vice-presidente general Mourão.

A colocação da autoridade federal soa como uma sirene de guerra: “Estado não ficará com servidor até o fim da vida”. 

“Inclusive a famigerada Reforma não atinge: militares, juízes, parlamentares e procuradores”. E eu questiono a quem é um professor, ou um médico concursado: será que não é hora da virada? Até quando sofreremos vitupérios sem reagir?

A opressão e a desigualdade já estão ultrapassando quase todos os limites. A barbárie toma forma, e avança como o exército de Hitler marchou sobre a França. E a nossa resistência? Como vai? Será que teremos o mesmo sucesso que teve a Resistência Francesa... durante a Segunda Guerra Mundial?

“O Brazil invadiu o Brasil” e instituiu seu “Governo de Vichy”, e cabe, por exemplo, a estes homens e mulheres que ocupam cargos públicos, precipuamente os concursados, levantarem a bandeira da indignação adversa a este desmando inquisitório, que joga na fogueira os funcionários públicos, os colocando na condição de meros objetos ao bel prazer da máquina privada e pública; a serviço de um grupo advindo de um baixo clero que trabalha a serviço da ganância, por lucro fácil e sectário.

Maximilien de Robespierre (advogado francês), só tornou-se um tirano, depois que o cheiro da desigualdade “decapitou” seus iguais; no desvario totalitário de uma França absolutista, que desfrutava dos privilégios de uma corte ociosa e perversa, que negava o pão aos seus súditos. 

Leia o texto da tal Reforma da morte do funcionalismo público, e comece uma REVOLUÇÃO. O coronavírus elimina a vida física. Mas, no Ecossistema social brasileiro, existem as cepas virais da Doença da desumanidade, e elas circulam advindas dos cruéis cesaristas que buscam eliminar o pensamento, escravizando corpos e almas em nome de uma acumulação desenfreada do vil metal, que retroalimenta um sistema de senhorio pervertido.

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