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Florestan Fernandes Jr

Florestan Fernandes Júnior é jornalista, escritor e Diretor de Redação do Brasil 247

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Toc, Toc, Toc... quem bate?

A sanha persecutória da mídia corporativa contra um governo democrático e comprometido com as classes desfavorecidas parece se avizinhar novamente

Empresa na área de tecnologia da comunicação (ao fundo), marcas dos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo, e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução | ABR)
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Quando a mídia corporativa bater à sua porta, não tenha medo; apenas receba-os como vem fazendo nos últimos 40 anos. Você sabe que pelo bem ou pelo mal, ela irá entrar. Então, se o esculacho é inevitável, relaxe e se submeta aos bullyings que virão. 

Depois do Impeachment de Dilma, sem crime de responsabilidade, dos dutos de dólares jorrando pela tela do principal telejornal do país durante os anos da Lava Jato, que levou à condenação de Lula sem provas, a lacração está de volta, ao vivo e em cores. 

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E quanto mais as investigações avançam sobre os malfeitos da “familícia”, menos a imprensa servil do grande capital financeiro consegue disfarçar o desejo de retirar Lula e a esquerda do poder, colocando em seu lugar um presidente de perfil mais afinado com os seus interesses políticos e econômicos.  

Na segunda-feira (29/01), em plena operação da Polícia Federal de busca e apreensão, na investigação da ABIN paralela, que é sabidamente um dos maiores escândalos da nossa história, a principal rede de comunicação do país dedicou boa parte de sua programação para atacar o governo Lula. Pior, o igualou a Bolsonaro, que estava acuado em sua casa de veraneio, temendo a ação dos agentes policiais.  

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Os ataques não pararam por aí. Hoje, os sites da mídia coorporativa destacavam em manchete um relatório da ONG Transparência Internacional, afirmando que o Brasil, no primeiro ano do governo Lula, caiu 10 posições no ranking de percepção da corrupção. E pasmem, com um desempenho ainda pior à da queda apresentada pela administração passada, em 2019. 

Justamente o governo menos transparente da história brasileira recente, aquele mesmo que fez da decretação de 100 anos de sigilo praticamente uma regra geral. O governo que tem um portfólio turbinado: superfaturamento de vacinas para a Covid, recebimento e a tentativa de venda de joias sauditas milionárias, em um episódio nebuloso. O mesmo governo que indicou um juiz suspeito para o cargo de Ministro da Justiça; que abriu as porteiras para a invasão de terras em reservas indígenas, como a dos yanomamis. O governo capitaneado por um então presidente que falava em fechar o STF e insultava seus ministros (e que depois, com a coragem que lhe é peculiar, pedia arrego através de cartas), e cujos atos de destruição do dia 8 de janeiro foram incitados e elogiados.

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Ao que parece, é esse o paradigma positivo da grande imprensa.

Mas afinal, qual a origem da Transparência Internacional? Quem está por trás dessa ONG que se arvora a decretar, sob o critério da percepção (de quem?) quais os países mais honestos e desonestos do planeta. Criada em 1993, sediada em Berlim, essa ONG se autodenomina uma organização anticorrupção. 

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Mas veja só, caro leitor, o que se sabe sobre essa ONG “carimbadora de corruptos”.   

Matéria publicada na revista eletrônica Consultor Jurídico, em dezembro de 2020, dá conta de que o ex- Procurador-Geral da República, Augusto Aras, resolveu bloquear um depósito de R$ 270 milhões da J&F, exigido pelo MP do Distrito Federal, por conta de desvio de finalidade. A exemplo do que haviam tentado fazer seus colegas da “LAVAJATO” de Curitiba, o ramo brasiliense também queria criar uma fundação para administrar a dinheirama. Dessa vez, com a ajuda da Transparência Internacional. 

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Artigos publicados pelo jornalista Joaquim de Carvalho, aqui no Brasil 247, desnudam a relação nada republicana entre a Transparência Internacional e a força tarefa da LAVAJATO.

Em setembro do ano passado, o ConJur trouxe a comprovação do esquema, ao publicar diálogos liberados da “operação spoofing”, entre procuradores da “LAVAJATO”, que comentavam o temor dos representantes da Transparência Internacional em não receber os recursos do acordo de leniência da J&F com os procuradores. 

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Segundo o professor da FGV, Michel Freitas Mohallem, que participou de uma reunião com um procurador identificado como Paulo - possivelmente Paulo Roberto Galvão de Carvalho - a ONG (transparência Internacional) teria usado mão de obra, expertise e instalações da própria FGV para cumprir um memorando firmado com a "lava jato" sem o seu consentimento. O problema todo era que a J&F entendia que o dinheiro a ser pago por ela deveria ser totalmente destinado aos cofres públicos, não a terceiros.

Vendo toda essa repercussão do tal relatório de percepção de corrupção, me pergunto: como pode um órgão de imprensa desprezar as denúncias contra a Transparência Internacional, conhecida no meio jurídico brasileiro como a ONG que prestou relevante papel no processo de ataque à democracia e à economia nacional, com seu apoio à Operação Lava Jato? 

E desde quando as indicações de homens de reputação ilibada e detentores de todos os requisitos legais para a investidura nos cargos, feitas pelo presidente Lula e aprovadas em sabatinas no senado, como as dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, além do PGR Paulo Gonet, podem ser apontadas como critérios para afirmar que o Brasil se tornou mais corrupto em 2023? 

Todo esse quadro nos parece familiar. A sanha persecutória contra um governo democrático e comprometido com as classes desfavorecidas parece se avizinhar novamente. Que estejamos preparados. Pelo andar da carruagem, vêm aí os remakes das piores produções da “imprensa” nacional.

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