Ver e não ver

Que juiz Sérgio Moro, que Michel Temer, que japonesinho da PF, que Gilmar Mendes, que nada! Essa gente não vale nada e nos trai às sombras como cobras tremendamente venenosas, prontas a instilar a morte no País

Bras�lia(DF), 27/04/2016 - Michel Temer e A�cio Neves visitam Renan Calheiros - Foto: Michael Melo/Metr�poles
Bras�lia(DF), 27/04/2016 - Michel Temer e A�cio Neves visitam Renan Calheiros - Foto: Michael Melo/Metr�poles (Foto: Dom Orvandil)

Amiga Psicóloga Denise de Carvalho, Goiânia, GO

Aguardo a disponibilidade de sua agenda para nossa esperada conversa. Tenho por sua pessoa grande admiração.

A amiga constrói sua vida na defesa dos interesses de nosso povo, trilhando os caminhos do legislativo como vereadora e como deputada estadual. Também como secretária de Estado em Goiás. Tal biografia merece reconhecimento, respeito e enorme consideração.

Entre nossos 5 ou 6 sentidos somos privilegiados com a visão. Esta nos permite a bênção de coincidir a percepção da beleza fantástica de toda a vasta composição dos objetos com acolhimento deles em nossa mente e em nosso espírito, transformando-os em conceitos e em imagens.

Nosso espírito acolhe o mundo externo a nós e o agasalha de modo real ou falso dependendo dos conceitos prévios que fundamentam nossas definições e imaginações.

Se nossos conceitos sobre o que percebemos são falsos os objetos também o serão e tomarão as formas que lhes impusermos, a despeito de toda a verdade contrária. A partir daí nossas ações poderão corretas ou erradas, também. A história é plena de exemplos de enganos causados por conceitos previamente distorcidos nas mentes de pessoas que praticaram atrocidades contra semelhantes e contra a natureza, matando e envenenando o mundo.

Pessoas de boa vontade mataram e destruíram movidas por suas ideias errôneas, muitas, ainda que boas intencionalmente, se tornaram más por suas ideias e práticas equívocas. Porém, tiranos, assassinos e deliberadamente endiabrados pisaram em direitos e ensanguentaram o mundo a partir de suas visões obtusas e do mal.

As do bem que se enganam têm reversão e possibilidade de mudanças quando descobrem fraternalmente a verdade a partir da realidade e não dos preconceitos. As deliberadamente más arderão nas chamas do inferno, como apontam as alegorias evangélicas. Exatamente porque não têm salvação.

Nessa conjuntura de destruição que vivemos esses três tipos de visões comandam comportamentos e sentimentos.

As pessoas que se enganaram graças à mídia, pelas opiniões dos amigos e das igrejas, que doidas de ódio – as ideias errôneas acionam sentimentos errôneos – gritaram que "somos milhões de Cunhas, de Temer, de Aécio, do japonês da Federal, de Sérgio Moro", mas que são honestas e de boa vontade, hoje nas pesquisas demonstram seus enganos e se sentem traídas. As que nunca se enganaram porque estudam, leem, participam dos movimentos sociais e de suas organizações coletivas, onde e quando fazem discussões permanentes através de debates, seminários e congressos não só nunca se deixaram enrolar pelo tsunami que afoga o senso comum, mas também enxergam ainda mais profundamente e melhor o que está por trás do golpe que ameaça a democracia, enfeia o Brasil e desgraça a dignidade nacional e de todos nós. Porém as donas de mentes encruadas e de má fé continuam enxergando de modo prepotente e antético. Essas são golpistas e sem solução. Não há como perdermos tempo com sua baixa qualidade moral e falta de humildade. Resta-lhes apenas o inferno e suas chamas em forma do lixo da história, marcado por túmulos solitários nos cemitérios do desgosto e da vergonha.

A visão humana inteligente não compreende de modo nu a realidade. Somos limitados e por isso o desafio de contarmos com a ajuda teórica dos sábios e dos que honestamente pesquisam mergulhados na realidade, para compartilhar socialmente seus conhecimentos, nos é imprescindível e necessário para enfrentarmos os sempre novos desafios.

Pois o grande Professor, Embaixador, Pesquisador, Historiador e Cientista Político Moniz Bandeira, homem de grande autoridade por seu notório saber, estudioso de fôlego a despeito de sua avançada idade, confirma numa entrevista (acesse aqui) o que vimos lendo, estudando, dizendo e escrevendo há tempo. Nossos tempos são sombrios e nossa paz no Brasil fere-se mais e mais.

Moniz Bandeira afirma sem medo de errar, como nós aqui neste blog, no Canal e nos debates coletivos, que nossa democracia sofre neste momento um golpe de Estado que vem sendo armado há muito tempo.

O sujeito do golpe contra o Brasil atua com as mesmas intenções em toda a América Latina. O monstro que move as peças ocultas como pano de fundo do mal são, como sempre, os Estados Unidos. Bandeira mesmo diz em sua entrevista e em seus livros: "Washington há muito tempo cria ONGs com o objetivo de promover demonstrações empreendidas, com recursos canalizados através da USAID, National Endowment for Democracy (NED) e CIA; Open Society Foundation (OSF), do bilionário George Soros, Freedom House, International Republican Institute (IRI), sob a direção do senador John McCain etc. Elas trabalham diretamente com o setor privado, municípios e cidadãos, como estudantes, recrutados para fazerem cursos nos EUA. Assim o fizeram nos países da Eurásia, onde de 1989 ao ano 2000 foram criadas mais de 500.000, a maioria das quais na Ucrânia. Outras foram organizadas no Oriente Médio para fazer a Primavera Árabe."

Mais: "Não se trata de uma questão ideológica, mas de governos que não se submetem às diretrizes de Washington. Uma potência mundial, como os EUA, é mais perigosa quando começa a perder a hegemonia do que quando expandia seu Império. E o monopólio que adquiriu após a II Guerra Mundial de produzir a moeda internacional de reserva – o dólar – está sendo desafiado pela China, Rússia e também o Brasil, que está associado a esses países na criação do banco internacional de desenvolvimento, como alternativa para o FMI, Banco Mundial etc.

Ademais, a presidenta Dilma Rousseff denunciou na ONU a espionagem da NSA, não comprou os aviões-caça dos EUA, mas da Suécia, não entregou o pré-sal às petrolíferas americanas e não se alinhou com os Estados Unidos em outras questões de política internacional, entre as quais a dos países da América Latina."

Como é fato que ideias erronias, do mal, perversas e injustas não se deslocam no ar como fantasmas sem as ações humanas, o professor Muniz denuncia a clara participação de grupos brasileiros de extrema direita no encaminhamento do golpe e na derrubada do governo constitucional. Esses vampiros sempre aparecem e se fortalecem em circunstâncias de crises, abusando das contradições internas no País e das confusões da sociedade. A pesquisa reafirma também o papel sujo da mídia em confundir a opinião pública e jogá-la contra o governo que ela mesma elegeu.

Nosso sábio não deixa de apontar o papel desonesto, imundo, traidor e impatriótico do play boy do Paraná, o juiz Sérgio Moro (denúncia e análise que já fiz aqui) e de outros membros do judiciário, inclusive do STF, do ministério público e da polícia federal. "Há fortes indícios de que o capital financeiro internacional, isto é, de que Wall Street e Washington nutriram a crise política e institucional, aguçando feroz luta de classes no Brasil (...). Muito dinheiro correu na campanha pelo impeachment. E a influência dos EUA transparece nos vínculos do juiz Sérgio Moro, que conduz o processo da Lava-Jato. Ele realizou cursos no Departamento de Estado, em 2007. No ano seguinte, em 2008, passou um mês num programa especial de treinamento na Escola de Direito de Harvard, em conjunto com sua colega Gisele Lemke. E, em outubro de 2009, participou da conferência regional sobre "Illicit Financial Crimes", promovida no Rio de Janeiro pela Embaixada dos Estados Unidos."

Os objetivos de destruir a democracia no Brasil e a soberania nacional são os de colocar abaixo as indústrias naval e bélica para entregá-las a corporações estadunidenses, que já dominam o mundo, por isso promoveram a liquidação do Iraque, do Afeganistão, da Líbia, tenta acabar com a Síria e com a Rússia, para atingir também os BRICS.

Para mim essas metas criminosas contra nós sempre foram claras e delas comecei a tomar conhecimento em 1989.

Nunca acreditei na operação Lava Jato nem em Sérgio Moro, um filhote da ditadura e mimado filho de papai, como Fernando Collor de Melo, Aécio Martinez e outros preguiçosos medíocres.

Ora, investigação, punição e aniquilação de poderosos bandidos de colarinho branco e traidores da Pátria não pode de modo algum ser tarefa para juizinhos de primeira instância, articulados com bandidos da Globo e da mídia venal e covarde, treinados vampirescamente por departamentos de Estado de nosso maior inimigo, os Estados Unidos.

Esses agentes vendidos nortearam desde sempre suas agendas pela estupidez egoísta de quebrar a Petrobras e nossas indústrias nacionais para se para entrega-las, de nossas matérias primas, com o País sem defesa e sem força para entender o golpe que sangraria nossa energia e poder de resistência.

O combate da corrupção deve ser missão de Estado, articulado deliberadamente por homens e mulheres dos três poderes e da sociedade, articulados entre si, animados/as pelos interesses da soberania e desenvolvimento nacional e da democracia.

Que juiz Sérgio Moro, que Michel Temer, que japonesinho da PF, que Gilmar Mendes, que nada! Essa gente não vale nada e nos trai às sombras como cobras tremendamente venenosas, prontas a instilar a morte no País.

Perguntado pela solução para esse catastrófico problema, nosso grande mestre Moniz Bandeira responde espera que as Forças Armadas, desta vez não envolvidas no golpe, intervenham para evitar a destruição do País.

Eu também espero que a honestidade de nossos militares os alerte e os chame a se opor ao golpe, restitua a Presidenta ao seu cargo, que juntos busquemos resolver com sabor definitivo os caminhos do nosso amado Brasil.

Mas as Forças Armadas não serão a única base para essa arrancada, nosso poderoso alicerce é o nosso povo, vivendo e trabalhando em todos os setores da sociedade brasileira, se mobilize para mandar às barras da justiça os traidores que assaltam nossa República e clarividenciar as causas deste golpe bárbaro.

Por isso nos encontraremos logo mais com nosso combativo deputado Jean Wyllys, que vem a Goiânia para visitar o líder do MST, Valdir Misnerovicz, preso pelos que querem desmobilizar a luta pela justiça social e pela democracia e palestrar na Faculdade de Educação e com o grande e respeitado também líder e pensador do MST, José Pedro Stédile, que palestrará no salão auditório da UFG sobre as tentativas do golpe em criminalizar os movimentos sociais.

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