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Florestan Fernandes Jr

Florestan Fernandes Júnior é jornalista, escritor e Diretor de Redação do Brasil 247

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Violência bolsonarista irá se replicar exponencialmente se não for contida logo

Está claro que estamos enfrentando uma turba violenta, fanatizada e alimentada por um discurso de eliminação

Andreia Mantovani, Alex Zanatta (ao centro) e Roberto Mantovani Filho no Aeroporto de Guarulhos (Foto: Reprodução/G1)
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É grave o que estamos vivendo. Como nação, não conseguimos conter a escalada de violência dos neofascistas. Ainda estamos longe disto. Os fatos falam por si. Não é de hoje que vemos esses fanáticos da extrema-direita ultrapassando o limite de violência verbal. Marcelo Arruda (morto na própria festa de aniversário por um bolsonarista), ou ainda a morte de Benedito dos Santos, eleitor de Lula, que foi esfaqueado por Rafael de Oliveira, apoiador de Bolsonaro em Confresa (MT).

Nem as prisões de centenas de bolsonaristas, após os atos terroristas do 8 de janeiro, refrearam o discurso de ódio nas redes sociais. A agressão ao Ministro Alexandre de Moraes e seu filho é a resposta aos apitos de cachorro disparados por Bolsonaro e seus filhos. Em discurso de setembro de 2022, ainda como presidente da república, Bolsonaro disse que era necessário “extirpar da vida pública" adversários políticos da esquerda. No início deste mês de julho, Eduardo Bolsonaro comparou professores a narcotraficantes.

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Está claro que estamos enfrentando uma turba violenta, fanatizada e alimentada por um discurso de eliminação. A estratégia de comunicação dos ideólogos do chamado bolsonarismo foi, desde o início, mobilizar afetos de cunho moral, apelando para valores religiosos (deturpados). Essas pessoas pensam mesmo que estão sob risco e apontam os inimigos: quem não se adequa, quem pensa diferente. É o outro, transformado em inimigo, o objeto despersonalizado e, portanto, eliminável. Esse bando passou da fase do mero discurso de ódio, que por si já é grave e tem a função de alimentar as emoções. Agora também são atos de violência que irão se replicar exponencialmente, se não contidos logo, numa espécie de "jihadismo" abrasileirado. A prática da “lacração” violenta cometida pelos militantes da extrema-direita assusta a sociedade. Levantamento do Datafolha, feito no fim do ano passado, mostrava que sete entre dez brasileiros diziam ter medo de ser agredidos em razão de suas preferencias políticas. É fundamental uma resposta rápida da justiça para identificar e punir os agressores e, fundamentalmente, excluir das redes sociais os terroristas digitais.

Recentemente, em seu perfil no Twitter, o jornalista João Paulo Charleaux foi ao cerne dessa questão ao lembrar quem de fato dialoga com o que aconteceu no aeroporto de Roma: “Elon Musk está pagando influencers de extrema direita. Pessoas que tinham até sido banidas do Twitter, agora não apenas estão de volta como também recebem dinheiro por suas postagens.“

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É nas redes que a perversidade se dissemina. É no cotidiano de todos nós que essa violência se perpetra e se aproxima do descontrole. Temos a oportunidade histórica de conter essa sanha violenta, sob pena de perdermos definitivamente a luta contra o ódio e a violência.

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