Violência política contra a mulher presidente

Violência, sim. Porque violência não é só física, é também verbal, emocional, moral e política. O que fez Dilma para merecer um impeachment? Querer governar sem ter ganho no voto é violência sim, é golpe; artigo da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR)

Presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. 02/12/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. 02/12/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Gleisi Hoffmann)
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Neste 10 de dezembro, dia internacional dos direitos humanos, finalizamos os 16 dias de enfrentamento à violência contra a mulher. Por ironia do destino, presenciamos a maior violência política praticada contra mulheres com o início descabido de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma.

Violência, sim. Porque violência não é só física, é também verbal, emocional, moral e política. O que fez Dilma para merecer um impeachment? Qual o crime cometido? Recebeu propina? Tem conta no exterior? Barganhou com o Congresso? Interveio na polícia federal para cessarem as investigações da Lava Jato? Pressionou o Procurador Geral da República para parar com os processos?

São as Pedaladas Fiscais? Todos os outros presidentes postergaram pagamentos para bancos públicos. São os decretos de despesas sem anuência do Congresso? Outros também fizeram, inclusive governadores do PSDB.

Querer governar sem ter ganho no voto é violência sim, é golpe.

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Dilma é a primeira mulher a governar o Brasil. Forte, corajosa, enfrentou a ditadura, preconceitos, enfrenta barganhas políticas, mal feitos e tem um espírito público inigualável.

Está sofrendo violência por parte de homens que jamais compreenderam que a democracia não será completa sem o protagonismo da mulher. São os mesmos que querem regredir em direitos conquistados, foram contra as cotas femininas, instigam a intolerância e acham que Direitos Humanos é coisa de bandidos.

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É uma pena que a Câmara dos deputados esteja dando ao mundo um espetáculo de violência contra a mulher durante os 16 dias de ativismo destinados a combatê-la.

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