Como ministro da Saúde, Queiroga pede ‘união do país’ e não fala em lockdown nem plano de vacinação

Marcelo Queiroga defendeu a ciência e o SUS e pediu para que as pessoas sigam recomendações como uso de máscaras e lavagem das mãos, mas não mencionou medidas restritivas de isolamento nem detalhou a vacinação, e sim a “preservação da atividade econômica”

Marcelo Queiroga
Marcelo Queiroga (Foto: Reprodução)
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247 - Em seu primeiro pronunciamento como ministro da Saúde, Marcelo Queiroga mencionou algumas vezes a importância da “preservação da atividade econômica”, mas nenhuma vez a necessidade de se manter em casa ou de se implementar medidas restritivas de isolamento social, um dos principais caminhos de combate à transmissão do coronavírus. “É preciso unir os esforços de enfrentamento da pandemia com a preservação da atividade econômica, para garantir renda, emprego e saúde”, ressaltou.

“Fui convocado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o ministério da Saúde. Sei a grande responsabilidade que tenho, e sei que sozinho não vou fazer nenhuma mágica. Mas tenho certeza que com a ajuda da população brasileira, conseguiremos implantar políticas públicas”, começou o médico cardiologista, nomeado nesta segunda-feira (15) por Bolsonaro.

Ele apelou para que a população siga “medidas simples, mas importantes” de combate à pandemia, como usar máscara e lavar as mãos. “Temos uma agenda muito grande, que vai necessitar uma união da nação. Reforçar as medidas que já estão sendo colocadas em prática (...). Conclamar a população que se utilize máscaras. Medidas simples, mas importantes, e que com elas a gente possa evitar ter que parar a economia de um país. Eu estou repetindo, mas vocês já sabem”.

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Apesar de serem medidas importantes, as principais delas, e que demandam de uma ação do governo central - o isolamento social e a vacinação - foram menos citadas. Sobre a vacinação, afirmou apenas que “daremos continuidade ao que já vem sendo feito” pela gestão anterior, de Eduardo Pazuello, mas sem apresentar qualquer detalhe para a aceleração do processo.

Em um tom diferente do de Bolsonaro, Queiroga defendeu a ciência e o SUS (Sistema Único de Saúde), definido por ele como “um grande ativo do nosso país” e “a grande arma que nós temos para enfrentar não só a pandemia, mas todos os males que afetam a nossa saúde”. Ele também quis dar uma “palavra de alento às famílias que perderam seus entes queridos”.

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A política é de Bolsonaro, não do ministro da Saúde

Mais cedo, Queiroga deu outra entrevista a jornalistas, na qual afirmou que a política de combate à pandemia “é do governo Bolsonaro, a política não é do ministro da Saúde”. 

“O governo está trabalhando, as políticas públicas estão sendo colocadas em prática. Pazuello já anunciou todo o cronograma da vacinação em entrevista ontem (segunda, 15). A política é do governo Bolsonaro, não é do ministro da saúde. A saúde executa a política do governo”, afirmou.

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