Freixo entrega carta de desfiliação ao PSOL e anuncia que vai concorrer ao governo do Rio pelo PSB

Agora no PSB, Marcelo Freixo quer aliança ampla para conquistar o governo do RJ

Marcelo Freixo e Lula
Marcelo Freixo e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - O deputado federal Marcelo Freixo, pré-candidato ao governo do Rio, entregou nesta quinta-feira (10) sua carta de desfiliação do PSOL e vai migrar para o PSB ainda neste mês (leia a íntegra no final). 

Freixo já iniciou a montagem de sua equipe de campanha, que inclui egressos dos governos Fernando Henrique (PSDB) e Temer (MDB), para debater e formular seu futuro programa de governo, informa O Globo.

Nesta quinta, Freixo se reuniu no Rio com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com os deputados federais Alessandro Molon (PSB) e Jandira Feghali (PCdoB). O PT vem acenando com um apoio a Freixo ao governo, abrindo mão de candidatura própria no estado. Na reunião, Lula defendeu uma frente ampla para as eleições estaduais e, principalmente, federal. 

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Também nesta quinta, a roteirista Antonia Pellegrino, com quem é casado Marcelo Freixo, filiou-se ao PT, em evento com a participação do ex-presidente Lula.

A íntegra da carta de desfiliação de Freixo:

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Ingressei no PSOL em 2005, antes de me eleger deputado estadual pela primeira vez. De lá para cá, compartilhamos uma bela história e colocamos o partido no centro da luta pela democracia brasileira. Juntos fizemos as CPIs das Milícias, do Tráfico de Armas e Munições e dos Autos de Resistência; enfrentamos com coragem os governos Sergio Cabral e Pezão; colocamos a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa a serviço dos esquecidos pelo poder público; disputamos a prefeitura do Rio de Janeiro numa linda campanha que encantou nossa cidade e fomos ao front contra o governo Bolsonaro. Mais do que companheiros de luta, as pessoas com quem construí o PSOL são amigos com quem divido projetos de vida. 

Hoje, encerro esse ciclo com a certeza de que apesar de não estarmos juntos daqui para a frente no mesmo partido seguiremos na mesma trincheira de defesa da vida, da democracia e dos direitos do povo brasileiro. Essa decisão foi longamente amadurecida e tomada após muito diálogo com dirigentes nacionais e estaduais do partido, a quem agradeço pelas reflexões fraternas que compartilhamos nesse processo. 

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Os graves retrocessos institucionais e humanos provocados por Bolsonaro em apenas dois anos de governo impõem novos desafios à democracia e à atuação do campo progressista. É urgente a ampliação do diálogo e a construção de uma ampla aliança com todas as forças políticas dispostas a somar esforços na luta contra o bolsonarismo. É hora de colocarmos as nossas divergências em segundo plano para resgatarmos o nosso país do caos e protegermos a vida dos brasileiros. As eleições de 2022 serão um plebiscito nacional sobre se a Constituição de 1988 ainda valerá no Brasil, por isso nós democratas não temos o direito de errar: do outro lado está a barbárie da fome, da morte e da devastação. 

Seguirei nessa caminhada, me dedicando à construção de pontes, reafirmando o valor do diálogo e o papel da política como meio de resolvermos de forma pacífica os problemas do nosso país. O nosso dever histórico é derrotar Bolsonaro nas urnas e o bolsonarismo enquanto projeto de sociedade. E sei que o PSOL e eu estaremos do mesmo lado para cumprir com essa tarefa.

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