Planalto pressiona TSE a acatar mudanças nas eleições: "bastaria um WhatsApp" de Bolsonaro para um 'novo Capitólio'

Contatos estariam sendo feitos pelos ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira; das Comunicações, Fabio Faria; e pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco

www.brasil247.com - Ministro Alexandre de Moraes e o Palácio do Planalto
Ministro Alexandre de Moraes e o Palácio do Planalto (Foto: ABr)


247 - Ministros da ala política do governo Jair Bolsonaro (PL) estão buscando contatos diretos com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para convencer os ministros da Corte a adotar as propostas sugeridas pelas Forças Armadas no tocante à segurança das urnas eletrônicas nas eleições de outubro. O temor, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, é que “um breve recado dele [Bolsonaro] pelo WhatsApp” poderia resultar em distúrbios como os que resultaram na invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, após a derrota eleitoral de Donald Trump.

De acordo com a reportagem, os contatos com o TSE - especialmente com o ministro Alexandre de Moraes, que irá assumir a presidência da Corte no dia 16 de agosto - estariam sendo feitos pelos ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira; das Comunicações, Fabio Faria; e pelo advogado-geral da União,  Bruno Bianco. 

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A avaliação é de que o acordo poderia barrar reações mais violentas da parte dos apoiadores de Bolsonaro no dia 7 de Setembro ou se ele sair derrotado no pleito de outubro. “Quem conversou com Moraes disse que ele demonstrou abertura e disposição para 'evitar confusão' enquanto estiver na presidência do TSE. Um ministro de Estado que participa das conversas disse ao Estadão que há abertura da parte de Moraes e que ‘tudo vai estar resolvido’ antes do 7 de Setembro”, ressalta o periódico. 

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A movimentação foi intensificada com os últimos ataques de Jair Bolsonaro sobre a higidez do sistema eleitoral e após a movimentação da sociedade civil organizada contra as ameaças golpistas do atual ocupante do Palácio do Planalto, como o manifesto em defesa da democracia no Brasil. Lançado esta semana, o documento contabilizou mais de 100 mil assinaturas em menos de 24 horas após ter sido divulgado.

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