Em audiência de custódia, Anderson Torres disse que nunca contestou resultado da eleição

O ex-secretário de Segurança do DF também negou fazer parte da 'guerra ideológica' que se criou no país

Anderson Torres
Anderson Torres (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


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247 - O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, disse ao juiz auxiliar do Supremo Tribunal Federal (STF) Airton Vieira  que "jamais questionou o resultado das eleições" e que não faz parte da "guerra ideológica". As declarações estão registradas em ata da audiência de custódia à qual Torres foi submetido depois de ser preso pela Polícia Federal (PF), em 14 de janeiro.

"O Ministério de Justiça e Segurança Pública foi o primeiro ministério a entregar os relatórios da transição. Eu jamais questionei resultado de eleição, não tem uma manifestação minha nesse sentido, eu fui o primeiro ministro a entregar os relatórios", afirmou.

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"Essa guerra que se criou no país, essa confusão entre os Poderes, essa guerra ideológica, eu não pertenço a isso, eu sou um cidadão equilibrado e essa conta eu não devo". 

Ainda na audiência de custódia, Torres afirmou que jamais “daria condições” para os atos terroristas ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro.

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O ministro do STF Alexandre de Moraes marcou o depoimento de Torres para o dia 2 de fevereiro, às 10h30. O depoimento que estava previsto para esta segunda-feira (23) foi desmarcado pela PF, pois não havia um pedido formal feito pelo Justiça e, portanto, aguardava a decisão de Moraes. Na quarta-feira (18), Torres permaneceu em silêncio durante a oitiva. Sua defesa alegou não ter tido acesso aos autos do processo. 

Na casa de Torres foi encontrada uma minuta golpista que previa a decretação de um 'estado de defesa' no TSE para impedir o governo Lula de assumir o poder. (Com informações do G1). 

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