"Centrão" controla áreas estratégicas para a compra de vacinas no Ministério da Saúde

No último período, Jair Bolsonaro, que durante a campanha eleitoral falou contra o “toma lá, dá cá”, vem distribuindo cargos para o “centrão” em troca de apoio no Legislativo

Bolsonaro com políticos do PP, partido do "Centrão". Da direita para a esquerda: Ricardo Barros, Ciro Nogueira e Arthur Lira
Bolsonaro com políticos do PP, partido do "Centrão". Da direita para a esquerda: Ricardo Barros, Ciro Nogueira e Arthur Lira (Foto: Reprodução)


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247 - Reportagem do jornal O Globo informou que políticos do “Centrão” - partidos tradicionais da direita que formam bloco no Congresso - controlam áreas estratégicas para a compra de vacinas no Ministério da Saúde. No último período, Jair Bolsonaro, que durante a campanha eleitoral falou contra o “toma lá, dá cá”, vem distribuindo cargos para o “Centrão” em troca de apoio no Legislativo.

O Departamento de Logística (DLOG), por exemplo, que é responsável por um orçamento bilionário, está lotado de políticos do "Centrão". Segundo o servidor de carreira Luis Ricardo Miranda, que está sendo perseguido pelo governo federal por denunciar esquema de corrupção na compra da Covaxin, no DLOG, houve forte pressão para a importação em tempo recorde da vacina indiana.

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Em depoimento à CPI da Covid, o irmão do servidor, o ex-governista deputado Luis Miranda (DEM), denunciou que Bolsonaro sabia que quem comandava o esquema de compra superfaturada da Covaxin era o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP). Por não ter feito nada, mesmo tendo sido alertado diversas vezes, Bolsonaro está sendo acusado de prevaricação pela comissão no Senado.

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