América latina

Bolsonaro decide oferecer asilo político a golpista presa na Bolívia

Bolsonaro também afirmou que oferecerá asilo ao ex-comandante das Forças Armadas, Williams Kaliman, e ao ex-Comandante Geral da Polícia, Vladimir Calderón

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro e Jeanine Áñez
Jair Bolsonaro e Jeanine Áñez (Foto: Alan Santos/PR | Reuters/Marco Bello)


ARN - Jair Bolsonaro anunciou que oferecerá asilo político à ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, condenada em 10 de junho a dez anos de prisão.

Bolsonaro disse que Áñez é “uma mulher presa injustamente” e anunciou que vai buscá-la “para vir ao Brasil se o governo boliviano concordar”. "Estamos prontos para receber seu asilo, como daqueles outros dois que foram condenados a 10 anos de prisão", disse.

Áñez, acusada de terrorismo, sedição, conspiração e ações irregulares para assumir a Presidência em novembro de 2019, foi condenada a 10 anos pelo caso "Golpe II", juntamente com o ex-comandante das Forças Armadas, Williams Kaliman, e o ex-Comandante Geral da Polícia, Vladimir Calderón.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Sei que Jeanine está presa, vi algumas imagens terríveis, uma mulher arrastada para a prisão, acusada de atos antidemocráticos", denunciou Bolsonaro em entrevista à televisão. Em outubro, assegurou que "o Brasil está colocando em prática questões de relações internacionais, de direitos humanos" e que o caso da Bolívia "lembra o que está acontecendo com o Supremo Tribunal Federal".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Mesmo rótulo: atos antidemocráticos", acusou Bolsonaro, que foi incluído em uma investigação sobre "fake news", após pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diante de vários questionamentos sobre o atual sistema de votação.

Antecipando as eleições presidenciais de 2 de outubro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as pesquisas com 46%, enquanto Bolsonaro permanece estagnado em 32%, segundo pesquisa do banco de investimentos BTG Pactual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse sentido, Bolsonaro disse que o ex-presidente Evo Morales e o atual presidente Luis Arce "são amigos de Lula" e acusou o candidato de esquerda de "absolutamente não falar sobre o caso".

Questionado sobre as últimas vitórias da esquerda na Colômbia e no Chile, Bolsonaro destacou que agirá "sempre com cautela". Ele esclareceu que seu governo "vai continuar fazendo negócios" com o novo governo de Gustavo Petro, bem como com Chile e Argentina.

O caso de Áñez

Durante a entrevista, Bolsonaro relembrou os acontecimentos após as eleições de 2019 na Bolívia. Ele acredita que Áñez assumiu a presidência interina porque está estabelecida "na escala hierárquica" daquele país. "Ela assumiu a vaga de Evo Morales, que fugiu para a Argentina", disse Bolsonaro .

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Quando voltamos a ter eleições na Bolívia, o grupo aliado de Evo Morales venceu e depois que o presidente assumiu, (Áñez) foi detida preventivamente e cumpriu um ano de prisão", disse ele durante a entrevista, lembrando das duas tentativas de suicídio. “Fiquei um tempo sozinho com ela, uma pessoa muito legal e uma mulher acima de tudo”, disse Bolsonaro.  

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Quero ser membro. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email