América latina

Chile: governo decide encerrar operação de fundição devido a "casos recorrentes" de intoxicação; sindicatos protestam

Gabriel Boric afirmou que as fontes de emprego não serão perdidas. Sindicatos protestaram contra a decisão

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(Foto: Reuters)


ARN - A diretoria da estatal Corporación Nacional del Cobre (Codelco) aprovou na sexta-feira, 17, uma resolução para encerrar as operações de fundição de Ventanas, planta localizada na região de Valparaíso.

A decisão foi tomada diante de "casos recorrentes" de intoxicação devido aos altos níveis de dióxido de enxofre emanados daquela cadeia industrial. Os principais afetados foram as crianças, a ponto de as escolas da região suspenderem suas aulas nas últimas semanas.

A fundição de Ventanas é uma das cinco chamadas “zonas de sacrifício” no Chile, termo usado para caracterizar áreas geográficas que sofreram danos ambientais que afetam a saúde de seus habitantes, devido à atividade de empresas públicas ou privadas.

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Após a decisão do conselho de administração da Codelco, o presidente chileno, Gabriel Boric, convocou uma entrevista coletiva e falou sobre a decisão: “Nenhum trabalhador ficará sem emprego na empresa. Seus empregos estão garantidos".

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Cerca de 350 funcionários trabalham na fundição de Ventanas e o governo estima que o processo de fechamento definitivo leve cerca de cinco anos.

O presidente chileno acrescentou: “Dissemos muito claramente, não queremos mais zonas de sacrifício. Hoje existem milhares de pessoas que vivem expostas à deterioração ambiental que causamos ou permitimos e que, como chileno, me envergonhma”.

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Boric disse que o fechamento será realizado por meio de um processo "gradual e responsável" em diálogo "com a população e os trabalhadores". 

O presidente fez essas declarações enquanto organizações sindicais protestavam pacificamente contra o fechamento das operações de fundição do lado de fora do Palácio de La Moneda, onde foi realizada a coletiva de imprensa.

A presidente do Sindicato nº 1 dos Trabalhadores da Codelco Ventanas, Andrea Cruces, chamou de “traidor” o presidente do conselho de administração da empresa, Máximo Pacheco, principal promotor da medida. "Ele será lembrado na história como aquele que traiu a mineração chilena", disse a sindicalista em entrevista coletiva.

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