América latina

Com sindicatos argentinos, Lula defende unidade latino-americana contra dominação norte-americana e europeia

O ex-presidente lembrou das relações do Brasil com os outros países da América Latina durante o período de governos progressistas

(Foto: Reprodução)


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247 - Em evento pela comemoração da redemocratização da Argentina com sindicatos argentinos e junto ao ex-presidente uruguaio Pepe Mujica e o presidente e a vice-presidente argentinos, Alberto Fernandez e Cristina Kirchner, neste sábado, 11, o ex-presidente Lula (PT) defendeu a unidade latino-americana.

O petista lembrou das relações do Brasil com os outros países da América Latina durante o período de governos progressistas. “Conseguimos construir o mais importante momento das relações políticas entre Brasil e Argentina. Fortalecemos o Mercosul, construímos a Unasul, a Celac. Brasil e Argentina estavam juntos no G20. Celac era a única instituição multilateral que Cuba participava, e não participava nem Estados Unidos, nem o Canadá”, afirmou.

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Sob os governos progressistas, "construímos unidade na América do Sul”. “Foi um momento muito rico para o exercício da democracia e um momento importante da retomada das políticas de inclusão social”, destacou o ex-presidente.

Ele defendeu as alianças econômicas entre países latino-americanos para desenvolver a região contra a sabotagem europeia e norte-americana, que só querem comprar commodities dos países pobres para vender mercadoria valorizada. Além de pedir por melhoraria das condições de vida dos trabalhadores, o ex-presidente Lula falou em incentivar o desenvolvimento tecnológico e industrial dos países latino-americanos.

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Novamente, Lula destacou a importância de ter dito não à Alca para o ex-presidente norte-americanos George Bush em proveito do Mercosul. “Aqui na América Latina os países só queriam negociar com os EUA. Mania de pobre”, disse, destacando a importância do Mercosul. “Todo país pobre acha que ficar sorrindo para Estados Unidos e Europa vai ajudar. Ninguém vai ajudar ninguém. Quem vai ajudar a gente somos nós, tendo orgulho de defender nossa soberania e nosso povo, produzir e gerar emprego”, afirmou.

Lula também lembrou o desenvolvimento econômico dos países sul-americanos durante o período dos governos progressistas e denunciou a destruição econômica dos governantes neoliberais “que só pensam em atender os interesses do sistema financeiro e do mercado, e não conseguem entender que a coisa mais preciosa que um país tem é o seu povo”. 

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Golpe no Brasil e destruição

Sobre o Brasil, Lula lamentou o golpe de Estado que levou ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) e à sua prisão política, e agradeceu à solidariedade dos argentinos. “Gostaria de agradecer as centrais sindicais, homens e mulheres trabalhadores, profissionais liberais, intelectuais, militantes do PT pelo gesto de solidariedade ao Brasil e a mim pela minha prisão injusta e pela mentira criada para causar uma inflexão destrutiva, não somente de Lula, mas das forças sociais que lutam contra a direita”, disse. Agradeceu também ao apoio a Dilma Rousseff, que sofreu um golpe da direita.

Segundo ele, todos os progressos levados adiante pelo governo petista no Brasil foram demonstrados “por uma sequência de mentiras contadas pela imprensa brasileira, pela elite brasileira, pelos nossos adversários político, e pela primeira vez assumida pelo Poder Judiciário através do Ministério Público, que resolveu tentar destruir a democracia e os partidos políticos”.

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Ele lembra que a perseguição judicial - representada na Lava Jato - causou o prejuízo de 4,4 milhões postos de trabalho, nos investimentos no país, gerando desemprego e empobrecimento do povo brasileiro. Por isso, o ex-presidente Lula denunciou a situação econômica do Brasil, de desemprego e de desalento, além da fome que atinge mais de 100 milhões de brasileiros, assim como a desindustrialização

“Estávamos conseguindo provar para os países da América do Sul que juntos somos muito fortes e que separados nós somos frágeis”, lamenta Lula. “É triste. Nós tínhamos acabado com a fome”, diz.

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“O tempo que eu fiquei preso não foi de sofrimento, mas de reflexão [...] Pensei que estávamos conquistando um sonho de melhorar a vida do povo brasileiro e fazer com as pessoas tomassem café, almoçassem e jantassem, tivessem um trabalho digno, que os filhos dos pobres pudessem entrar nas universidades”, destacou.

Mas lembrou que pretende voltar à presidência do Brasil para, junto ao presidente argentino Alberto Fernandez, derrotar a direita latino-americana, desenvolver um forte pólo econômico na América do Sul e fortalecer a soberania dos países latino-americanos.

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