América latina

Congresso peruano rejeita impeachment de Pedro Castillo

Para que o movimento de vacância fosse admitido, foram necessários 52 votos dos 130 legisladores

Pedro Castillo
Pedro Castillo (Foto: Angela Ponce/Reuters)


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TeleSur - O Plenário do Congresso do Peru rejeitou na terça-feira a admissão da moção de vaga contra o presidente Pedro Castillo, apresentada pela bancada de partidos de direita em 25 de novembro.

Por meio de sua conta na rede social Twitter, o Congresso detalhou que a medida teve 76 votos contra, 46 a favor e quatro abstenções.

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A moção 1222 propunha declarar a incapacidade moral permanente do Presidente Castillo e foi apresentada pelos partidos Avanza País, Fuerza Popular e Renovación Popular, que representam um terço do Parlamento.

Na sessão, foi interrogado o Ministro da Educação, Carlos Gallardo Gómez, que respondeu a uma lista de dez questões sobre as alegadas irregularidades ocorridas no seu setor na aplicação do Teste Único Nacional 2021 de Avaliação de Professores.

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Representantes dos partidos Peru Libre, Juntos pelo Peru e Novo Peru, e do centro Podemos Peru, Somos Peru e Partido Morado expressaram que rejeitariam o pedido.

Para que a moção de vaga fosse admitida, eram necessários 52 votos dos 130 legisladores, número inferior ao somado pelas três forças motrizes do pedido.

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Esta é a quinta moção de impeachment presidencial apresentada pelo Parlamento peruano em quatro anos, sob a figura de "incapacidade moral permanente", prevista na Constituição para os casos de incapacidade mental do chefe de Estado e agora interpretada como falta de ética.

Como consequência, o Peru vive, desde as eleições de 2016, uma crise política na qual teve cinco dirigentes nos últimos quatro anos, além de três parlamentos diferentes.

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Marcha a favor de Pedro Castillo

Em meio ao debate parlamentar, a Frente pela Democracia e Governabilidade convocou uma marcha contra a vacância do presidente Castillo.

O Partido Magisterial e Popular denunciou que os legisladores de direita promoveram o movimento de vacância para não deixar o presidente governar e destituí-lo da presidência.

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Segundo a representante do Partido Popular e Magisterial, Mary Coila, desde a sua organização têm visto um Congresso obstrucionista e golpista, garantindo o cansaço do povo e, por isso, o Congresso tem mais de 70 por cento de rejeição.

O presidente peruano anunciou na semana passada que se reuniria com as lideranças dos partidos presentes no Parlamento, porém, a direitista Keiko Fujimori e outros representantes ligados à direita se recusaram a falar com ele.

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