Cuba condena esquema de recrutamento de mercenários na Rússia
Ministério das Relações Exteriores de Cuba reitera que o país não faz parte da guerra na Ucrânia
247 - O Ministério das Relações Exteriores de Cuba fez uma denúncia contundente nesta segunda-feira (4), revelando a existência de uma rede de tráfico humano envolvida no recrutamento de cidadãos cubanos para lutar ao lado da Rússia no conflito na Ucrânia. Em um comunicado oficial, o órgão declarou que está empenhado em "neutralizar e desmantelar" essa organização criminosa, que opera tanto dentro dos limites de Cuba quanto na Rússia.
O governo cubano está agindo para combater essa rede de tráfico humano, que força cidadãos a se envolverem em uma guerra longe de seu país.
Em nota oficial, a chancelaria cubana condenou veementemente essa prática criminosa e enfatizou o compromisso de Cuba em proteger seus cidadãos. Leia abaixo a íntegra da nota do Ministério das Relações Exteriores da República de Cuba
"O Ministério do Interior detectou e está a trabalhar na neutralização e desmantelamento de uma rede de tráfico de seres humanos que opera a partir da Rússia para incorporar cidadãos cubanos que aí vivem, e mesmo alguns de Cuba, nas forças militares que participam em operações de guerra na Ucrânia. Tentativas desta natureza foram neutralizadas e foram instaurados processos penais contra pessoas envolvidas nestas atividades.
Os inimigos de Cuba promovem informações distorcidas que procuram manchar a imagem do país e apresentá-lo como cúmplice destas ações, que rejeitamos categoricamente.
Cuba tem uma posição histórica firme e clara contra o mercenarismo e desempenha um papel ativo nas Nações Unidas no repúdio a esta prática, sendo autora de várias das iniciativas aprovadas naquele fórum.
Cuba não faz parte da guerra na Ucrânia. Atua e atuará com energia contra qualquer pessoa, do território nacional, que participe em qualquer forma de tráfico de pessoas para fins de recrutamento ou mercenarismo de cidadãos cubanos para uso de armas contra qualquer país."
Havana, 4 de setembro de 2023
O MInistério das Relações Exteriores
