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Cuba encerra na sexta-feira campanha para as eleições de domingo

Atividades começaram em 6 de fevereiro

Cuba encerra na sexta-feira campanha para as eleições de domingo (Foto: Reuters)

247 - Os 470 candidatos a deputados à Assembleia Nacional do Poder Popular realizam nesta quinta e sexta-feira as últimas visitas por todos os municípios de Cuba no âmbito da campanha eleitoral, destaca reportagem da Prensa Latina.

Esta intensa atividade começou no dia 6 de fevereiro, um dia depois de terem sido indicadas as candidaturas. A campanha termina dois dias antes das eleições parlamentares nacionais, convocadas para o domingo,  26 de março.

Frequentemente se afirma que em Cuba não se fazem campanhas eleitorais, o que só é verdade quando tais campanhas são comparadas com as que se realizam em outros lugares do mundo. 

O modelo de campanha eleitoral em Cuba envolve encontros com eleitores por meio de visitas a empresas, universidades, centros científicos, entidades agropecuárias, comunidades e outros espaços sociais.

Estes contactos nas grandes cidades e nos locais mais remotos, são um processo de diálogo em que os candidatos ouvem em primeira mão as opiniões, preocupações, dúvidas e expectativas da população.

Por sua vez, por meio desse diálogo, a população fica conhecendo os ânimos daqueles que serão, caso eleitos, seus representantes em nível nacional.

Porque mesmo quando se apresentam candidatos personalidades como o próprio Presidente da República, altos funcionários do governo, artistas e atletas com presença assídua nos meios de comunicação e cientistas de renome, as listas de candidaturas são constituídas majoritariamente por cidadãos que não são conhecidos fora da sua localidade.

Precisamente, de acordo com o disposto na Lei Eleitoral, dos 470 legisladores que formarão a Assembleia Nacional, 356 serão delegados distritais (célula base do sistema de governo) e de ascendência provincial e apenas 114 (24,2 por cento) serão nacionais. 

Estas reuniões tornam-se também uma plataforma para analisar a situação do país no meio de uma crise econômica em que hoje convergem os efeitos do onipresente bloqueio dos Estados Unidos, a crise mundial exacerbada pela pandemia de covid-19 e inegáveis ​​deficiências internas.

Assim, a campanha eleitoral "à cubana" é uma forma de fazer desse diálogo um momento importante para medir a temperatura do ambiente social e convocar a unidade necessária que tem garantido aos cubanos a superação em tempos difíceis.

Tanto as autoridades como a população admitem que esta forma de proselitismo ainda está longe de ser perfeita, especialmente no que diz respeito a conseguir uma maior sistematicidade nestas reuniões - e com isso uma crescente identificação - entre os eleitores e seus representantes.