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Cuba reativa produção de remédios contra câncer em meio a pressões dos EUA

Cuba reativa produção de citostáticos para pacientes com câncer e reafirma prioridade à saúde pública apesar das pressões dos EUA

Cuba reativa produção de remédios contra câncer em meio a pressões dos EUA (Foto: IA)
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247 - Cuba reativou a produção de 16 medicamentos citostáticos destinados ao Programa Nacional de Assistência a Pacientes com Câncer, em uma medida apresentada pelo governo cubano como parte do compromisso com a saúde pública e o bem-estar da população, apesar das pressões econômicas atribuídas aos Estados Unidos.

As informações são da Prensa Latina. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou em mensagem publicada na rede X que a retomada da fabricação desses medicamentos demonstra o esforço do governo para garantir o acesso a tratamentos essenciais em um contexto de severas restrições econômicas.

Segundo Rodríguez, a reativação da produção ocorreu após um processo significativo de investimento realizado “em meio a severas limitações econômicas, causadas pela intensificação extrema do bloqueio e por um embargo energético sem precedentes”.

Medicamentos serão destinados a pacientes com câncer

Os 16 medicamentos citostáticos serão incorporados ao Programa Nacional de Assistência a Pacientes com Câncer, iniciativa voltada ao atendimento de pacientes oncológicos no sistema público de saúde cubano. A produção ficará a cargo da empresa AICA Laboratories, integrante do Grupo de Indústrias de Biotecnologia e Farmacêuticas, a Biocubafarma.

Rodríguez destacou a relevância estratégica da retomada da fabricação desses fármacos para a soberania sanitária do país. De acordo com o chanceler, “cada medicamento produzido nesta fábrica representa soberania, esperança e um compromisso com o direito à saúde de todos os cubanos”.

Indústria biotecnológica e saúde pública atuam em conjunto

A retomada da produção foi anunciada na semana passada e também foi celebrada pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, que classificou a medida como uma ótima notícia. Para o governo cubano, a reativação da planta industrial representa um avanço em um momento considerado crítico para a garantia de medicamentos essenciais.

A iniciativa não foi apresentada como um fato isolado, mas como resultado da articulação entre a indústria biotecnológica cubana e o Sistema Público de Saúde. Segundo a avaliação divulgada, essa cooperação tem sido fundamental para ampliar a cobertura de medicamentos indispensáveis ao tratamento de pacientes em um cenário de limitações econômicas e dificuldades energéticas.

A retomada da fabricação dos citostáticos reforça o papel da Biocubafarma e de seus laboratórios na política de saúde de Cuba, especialmente na produção nacional de insumos voltados ao tratamento oncológico e à proteção do direito à saúde da população.

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