América latina

Entenda o que é a "estanflação", o inferno econômico que Milei oferece aos argentinos

Milei prevê que, devido a diversas medidas a serem implementadas por seu governo, a Argentina enfrentará uma combinação de recessão e aumento de preços

Apoiadores do candidato à Presidência da Argentina Javier Milei durante comício em Buenos Aires
25/09/2023 REUTERS/Cristina Sille
Apoiadores do candidato à Presidência da Argentina Javier Milei durante comício em Buenos Aires 25/09/2023 REUTERS/Cristina Sille (Foto: REUTERS/Cristina Sille)


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247 – O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, após retornar de sua viagem aos Estados Unidos e anunciar Luis "Toto" Caputo como seu Ministro da Economia, descreveu o futuro econômico do país como um período de "estanflação". Milei prevê que, devido a diversas medidas a serem implementadas por seu governo, a Argentina enfrentará uma combinação de recessão e aumento de preços. Ele também comentou sobre o pagamento de bônus de fim de ano para o setor público, destacando as dificuldades fiscais enfrentadas pelo país, segundo reportagem do Clarín.

Milei expressou sua visão de que a reorganização fiscal planejada afetará negativamente a atividade econômica, resultando em estanflação. Ele enfatizou a importância do capital humano para apoiar aqueles afetados por esta situação. O economista também manifestou sua esperança de que, após os primeiros meses de seu mandato, as medidas de sua equipe econômica possam erradicar a inflação dentro de 18 a 24 meses.

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Sobre a gestão do déficit fiscal e o financiamento governamental, Milei ressaltou as consequências de financiar o déficit por meio de dívida ou emissão monetária, destacando os impactos negativos para as futuras gerações e a redistribuição forçada através da inflação. Ele enfatizou a necessidade de reorganizar as finanças públicas, criticando as políticas fiscais anteriores e alertando sobre os riscos de uma crise hiperinflacionária pior do que as anteriores, dada a pobreza e indigência atuais.

O termo "estanflação" foi cunhado originalmente pelo Ministro de Finanças britânico Ian MacLeod em 1965, descrevendo uma situação de alta inflação combinada com estagnação econômica. Na Argentina, o primeiro ano claro de estanflação foi 1976, durante o início da ditadura de Jorge Rafael Videla, caracterizado por uma queda de 2% no PIB e uma inflação superior a 400%. Desde então, a estanflação tem sido um fenômeno recorrente no país, com períodos notáveis em 1978, 1981, 1982 e os anos seguintes até 2020.

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A estanflação na Argentina é frequentemente atribuída à emissão de dinheiro para financiar o déficit fiscal, resultando em desvalorização da moeda. O país enfrentou uma queda acumulada de 1,5% na atividade econômica até setembro, com uma inflação acumulada de 120% até outubro.

Domingo Cavallo, ex-ministro da Economia, já havia descrito a situação econômica da Argentina como estanflação em 2008, em seu livro sobre o tema. Ele criticou a corrupção no governo da época e enfatizou a necessidade de políticas para superar a estanflação e promover crescimento econômico estável.

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