Evo Morales defende expulsão de embaixador de Israel na Bolívia
Ex-presidente boliviano também defendeu que a Bolívia rompa relações com o estado israelense em meio ao massacre de palestinos em Gaza
247 - Em meio à crescente escalada do conflito na Faixa de Gaza, o ex-presidente da Bolívia Evo Morales lançou um apelo veemente, exortando o governo boliviano a tomar medidas concretas em solidariedade ao povo palestino. Em uma declaração impactante, Morales delineou uma série de ações que, segundo ele, demonstrariam o compromisso da Bolívia com a paz e a justiça no conflito israelo-palestino:
1. Romper relações diplomáticas com o estado de Israel: O ex-presidente exige o rompimento das relações diplomáticas com Israel como um ato de protesto contra as recentes ações em Gaza.
2. Declarar o estado de Israel como um estado terrorista: Evo Morales pede que o governo boliviano classifique Israel como um Estado terrorista devido às operações militares em curso na Faixa de Gaza.
3. Apresentar uma queixa ao Tribunal Penal Internacional (TPI): O ex-presidente insta o governo boliviano a apresentar uma queixa formal ao TPI acusando o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seus associados de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
4. Convocar o embaixador para prestar explicações: Evo Morales solicita que o governo boliviano convoque o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, para fornecer esclarecimentos sobre seu apoio às ações em Gaza, especialmente em relação aos representantes dos Estados Unidos e da União Europeia no país.
5. Enviar ajuda humanitária para Faixa de Gaza: O ex-presidente enfatiza a importância de fornecer ajuda humanitária à população na Faixa de Gaza, destacando que a Bolívia deve compartilhar os recursos disponíveis com seus irmãos palestinos que enfrentam adversidades inimagináveis.
O Ministério da Saúde de Gaza revelou nesta sexta-feira (20) que diante da continuidade dos ataques aéreos israelenses à região, o número de vítimas fatais em Gaza continua aumentando e, até agora, 4.137 pessoas morreram. Deste total, 1.661 eram crianças. Além disso, mais de 13.260 pessoas estão feridas, deixando um rastro de dor e sofrimento.