Fim do bloqueio a Cuba é exigido em Bruxelas
Dirigentes das forças políticas progressistas da Europa exigiram o fim do bloqueio dos EUA contra Cuba, que denunciaram como um atentado ao comércio entre os países
Prensa Latina — Dirigentes das forças políticas progressistas da Europa exigiram hoje nesta capital o fim do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e seu componente extraterritorial, que denunciaram como um atentado ao comércio entre os países.
É urgente acabar com este bloqueio, que constitui um ataque à concorrência europeia em matéria económica, afirmou o presidente do Partido do Trabalho da Bélgica, Raoul Hedebouw, em diálogo com a Prensa Latina.
No contexto da III Cúpula da União Europeia (UE) e Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do fórum paralelo da Cúpula dos Povos, o parlamentar federal também questionou por que empresas do velho continente devem ser sancionadas por negociar com a ilha.
A UE deve ter uma política de integridade territorial e autonomia para desafiar este bloqueio, e espero que a III Cimeira avance neste sentido, disse.
Por sua vez, o presidente do Partido Comunista da Espanha, José Luis Centella, alertou que o cerco econômico, comercial e financeiro imposto à nação caribenha por mais de seis décadas não pode durar mais um minuto.
É preciso dizer forte e claro, devemos acabar com um bloqueio que é ilegal e que condena um povo pelo simples direito de querer ser livre, disse à Prensa Latina.
O líder político destacou a rejeição desta política na Cúpula dos Povos e a convocação na véspera naquele evento sediado na Universidade Livre de Bruxelas para a realização de um Tribunal Internacional em novembro para julgar e denunciar o bloqueio.
Não podemos esquecer que o cerco de Washington a Cuba também prejudica a Europa, afirmou Centella, que se juntou à reivindicação de que os Estados Unidos retirem a ilha de sua lista unilateral de países que patrocinam o terrorismo.
Os Estados Unidos mandam aviões e soldados, Cuba envia médicos e professores, como é possível que esteja nessa lista ignominiosa, questionou ele.