Governo Maduro chama de "provocação" os exercícios militares dos EUA com a Guiana em Essequibo
Petroleira Exxon é a principal exploradora do petróleo da região disputada pela Venezuela
247 – O Ministro do Poder Popular para a Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, qualificou os exercícios militares anunciados pelos Estados Unidos na Guiana como uma provocação, segundo aponta reportagem do Metrópoles. Estas declarações surgiram após o anúncio, na quinta-feira (7/12), de que aviões militares norte-americanos sobrevoarão a região de Essequibo e o restante da Guiana como parte dos exercícios militares. López expressou preocupação com esta ação dos Estados Unidos, enfatizando o impacto nas relações diplomáticas e na estabilidade regional.
Este episódio ocorre em um contexto de tensões crescentes na região. Recentemente, o governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, aprovou um referendo que autoriza a anexação da região de Essequibo, uma área disputada entre a Venezuela e a Guiana. Maduro também divulgou um novo mapa da Venezuela, incluindo Essequibo como parte de seu território. Na região disputada, o petróleo foi concedido a grandes petroleiras como a Exxon.
A parceria militar entre os Estados Unidos e a Guiana, estabelecida desde 2022, intensificou-se com a recente visita de comandantes militares norte-americanos ao país sul-americano para discutir estratégias de defesa.
O conflito sobre Essequibo não é novo. A Venezuela reivindica a região, rica em recursos naturais e maior do que a Inglaterra, como parte de seu território histórico da época da Capitania Geral da Venezuela sob domínio espanhol. Por outro lado, a Guiana sustenta que as fronteiras foram definidas em 1899 pela Sentença Arbitral de Paris, que estabeleceu os limites da então Guiana Britânica.
A situação também chamou a atenção do Brasil. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou sua preocupação crescente com as tensões entre Venezuela e Guiana durante a 63ª edição da reunião de cúpula de chefes de Estado do Mercosul. Como resposta ao aumento das tensões, o Exército brasileiro enviou blindados para Boa Vista, capital de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela.
