América latina

Gustavo Petro descreve Juan Guaidó: "inexistente"

"É como a caverna da República de Platão", explicou o presidente colombiano. "Uma projeção de sombras sobre um fundo através da luz"

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(Foto: REUTERS/Luisa Gonzalez | REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria)


247 com ARN - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, assegurou que o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, é "inexistente", já que "não tem controle" no país.

“É como a caverna na República de Platão: há uma metáfora que é a caverna; é uma projeção de sombras sobre um fundo através da luz”, disse Petro ao ser questionado sobre Guaidó por um jornalista do jornal Semana. "Veja como essas sombras se movem, mas são irreais", continuou o presidente, explicando a alegoria do filósofo grego.

Ele assegurou que o Guaidó é um presidente "inexistente" e "não tem controle na Venezuela".

 Na semana passada, Guaidó indicou que buscará mecanismos para se comunicar formalmente com Petro, depois de rejeitar as primeiras decisões do presidente colombiano destinadas a restaurar relações com o governo de Nicolás Maduro .

"Vamos buscar mecanismos formais de comunicação com o presidente Gustavo Petro. Até agora não o fizemos, além de conversas informais", disse Guaidó em entrevista coletiva.

Após a ruptura entre as relações dos países vizinhos em 2019, o governo Petro, que tomou posse em 7 de agosto, reconheceu Maduro como presidente venezuelano.  Assim como os Estados Unidos, o governo anterior do presidente Iván Duque reconheceu Guidó como o presidente legítimo da Venezuela e descreveu Maduro como um ditador.

Relações diplomáticas com a Venezuela

Três dias depois de vencer as eleições presidenciais em junho, Petro anunciou que entrou em contato com o governo venezuelano "para abrir as fronteiras e restabelecer o pleno exercício dos direitos humanos" nas áreas fronteiriças. Em seguida, Maduro informou que os dois discutiram "sobre a vontade de restaurar a normalidade nas fronteiras, várias questões sobre a paz e o futuro próspero de ambos os povos".

No final de julho, os chanceleres designados da Colômbia, Álvaro Leyva, e da Venezuela, Carlos Faría, reuniram-se e concordaram em estabelecer uma agenda de trabalho para a normalização das relações diplomáticas em todos os níveis assim que Petro assumisse a Presidência.

Maduro não pôde comparecer à posse de Petro como novo presidente da Colômbia, já que o governo cessante não quis convidá-lo, e Petro aceitou essa decisão. Apesar disso, no dia da mudança de comando, reiterou sua disposição de reconstruir “as relações de fraternidade e cooperação entre Colômbia e Venezuela”.

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