Keiko vira no Peru e abre vantagem mínima sobre Sánchez; resultado continua incerto
Com 98,2% da apuração, Keiko Fujimori ultrapassa Roberto Sánchez no painel da ONPE; disputa ainda depende de atas observadas
247 - Keiko Fujimori virou a apuração no Peru e abriu vantagem mínima sobre Roberto Sánchez no painel oficial da ONPE, com 98,2% das urnas contabilizadas, em uma disputa presidencial marcada por empate técnico absoluto e forte tensão política. As informações são da Oficina Nacional de Procesos Electorales.
A candidata da Fuerza Popular passou à frente de Sánchez, do Juntos por el Perú, por uma diferença inferior a mil votos. O placar oficial apontava Keiko com 50,002% dos votos, enquanto Sánchez aparecia com 49,998%, em uma das contagens mais apertadas da história recente do país.
A reviravolta ocorreu após a redução gradual da vantagem que Sánchez mantinha nas horas anteriores. O processamento de atas do interior andino, onde o candidato tinha melhor desempenho, perdeu força, enquanto os votos vindos do exterior ganharam peso decisivo na madrugada.
O principal impulso para Keiko veio de lotes de votos de peruanos residentes fora do país, especialmente nos Estados Unidos e no Japão. Nesse segmento, a candidata da Fuerza Popular registra vantagem expressiva, acima de 62%, segundo os dados mencionados na apuração.
Keiko Fujimori adotou tom cauteloso e declarou-se "otimista e prudente", afirmando que continuará aguardando o fim do processo com respeito às autoridades eleitorais.
Roberto Sánchez reagiu em tom mais duro e denunciou "manobras e tentativas de minar a democracia" por setores da imprensa local. Apesar da crítica, o candidato afirmou que os resultados devem ser respeitados, independentemente de desejos pessoais, e não descartou futuras manifestações pacíficas de sua militância.
O resultado regular das urnas está praticamente esgotado, mas a eleição ainda não está definida. A disputa agora depende das mais de 1.500 atas observadas e impugnadas que estão sob análise dos Júris Eleitorais Especiais.
Como a diferença entre os dois candidatos é de apenas algumas centenas de votos, cada ata validada ou anulada pode alterar novamente o resultado. A contagem oficial virou a favor de Keiko Fujimori, mas a disputa pelo Palácio de Pizarro permanece aberta e sob forte judicialização.
