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Maduro afirma que Venezuela defende seus direitos históricos sobre o Esequibo de forma pacífica

O presidente venezuelano esclarece a postura venezuelana diante das alegações de agressão, reafirmando os direitos históricos sobre o Esequibo

Nicolás Maduro (Foto: Correo del Orinoco )

Correo del Orinoco - Diante das interpretações que buscam retratar a Venezuela como país agressor, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enfatiza que a nação está defendendo pacificamente seus direitos históricos sobre o território de Esequibo, atualmente em processo de disputa. Utilizando a plataforma de mídia social X, o presidente venezuelano reitera que o território de Esequibo é parte integrante da Venezuela, conquistado pelo Exército Libertador liderado por Simón Bolívar. Assim, o país bolivariano protege de maneira legítima seus direitos históricos. 

"É crucial recordar a origem de nossa luta pelo Esequibo diante de manipulações e tentativas de nos retratar como uma nação agressora. Este território foi conquistado pelo Exército Libertador, liderado por Bolívar; a liberdade não nos foi concedida. A Venezuela não representa uma ameaça, apenas defendemos nossos direitos históricos", expressa o Presidente da República na rede social X.

Em outra mensagem, o Chefe de Estado destaca a orientação dada à equipe diplomática para informar aos países caribenhos sobre os direitos históricos da Venezuela sobre a Guayana Esequiba. "Instruí a equipe diplomática da Venezuela para apresentar aos governos do Caribe documentação precisa que comprove nossos direitos históricos na controvérsia sobre o Território Esequibo. Continuaremos a defender a verdade!", ressalta.

Durante a transmissão do programa "Con Maduro +", na última segunda-feira, o Primeiro Mandatário exortou seu homólogo guyanês, Irfaan Ali, a não seguir por um caminho equivocado, pois "a Venezuela jamais ameaçou ou ameaçará o povo da Guiana". Ele enfatizou que a Venezuela considera o povo da Guiana como um povo irmão, ao qual prestou ajuda significativa anteriormente através do Petrocaribe, antes que essa união fosse desfeita devido às sanções criminosas dos Estados Unidos.

Além disso, reiterou ao presidente da Guiana, Irfaan Ali, sua proposta de diálogo em uma reunião coordenada pela Comunidade do Caribe (CARICOM) para retomar o Acordo de Genebra de 1966 como meio de resolver a controvérsia. "Reafirmo ao presidente da Guiana, Irfaan Ali, que há uma única solução para o conflito relativo ao território do Esequibo: retornar ao diálogo face a face, no âmbito do Acordo de Genebra. Estou disposto a nos encontrarmos em um local no Caribe que escolhermos, juntamente com delegados da CARICOM. Consideramos o povo da Guiana como irmãos e nunca seremos uma ameaça", afirmou.