Maduro promete recuperar província de Esequibo em referendo patriótico na Venezuela
Presidente destacou a importância da participação popular, afirmando que a província faz parte do legado dos Libertadores da América
247 - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reiterou nesta quinta-feira (9) sua determinação em recuperar a província de Esequibo em um referendo patriótico. Em uma publicação na rede social X, ele declarou: "Estamos preparados para continuar lutando pela nossa Esequiba Guiana. Com os Waraos digo: “Ka Jobaji Ka Bitu!”, O Esequibo é Nosso! e vamos defendê-lo juntos, por respeito ao tricolor nacional e a toda a Venezuela. Viva os Waraos! Viva os povos indígenas!".
A promessa surge no contexto de um referendo consultivo histórico marcado para o dia 3 de dezembro (um domingo), onde os venezuelanos serão chamados a votar sobre a soberania do Esequibo. Em outra publicação no X, Maduro destacou a importância da participação popular, afirmando que a província faz parte do legado dos Libertadores da América.
"As províncias da Venezuela e todo o seu território são fruto do sacrifício dos nossos Libertadores; Quando se pintou o mapa da Grande Colômbia, lá estava a Guiana Esequiba! Portanto, recuperá-la é uma missão da Pátria e faremos isso juntos como povo no exercício da soberania, votando no histórico Referendo Consultivo no domingo 3 de dezembro. Votar em família pelos valores da Pátria. O Sol da Venezuela nasce em Essequibo!", escreveu.
No entanto, a posição venezuelana vem acompanhada de um aumento da tensão na região nos últimos dias devido à presença militar dos Estados Unidos na Guiana e declarações da nova embaixadora dos EUA no país, Nicole Theriot. Durante sua recepção na segunda-feira (6), Theriot expressou o desejo de "fortalecer as relações de defesa e segurança com a Guiana", o que gerou reações negativas de Caracas, de acordo com o portal Brasil de Fato.
A Venezuela condenou as falas de Theriot, acusando o país vizinho de agir para proteger interesses de empresas energéticas dos Estados Unidos, referindo-se às operações da Exxon Mobile na costa da Guiana. A empresa opera poços offshore na área em disputa, com capacidade estimada em 11 bilhões de barris de petróleo, intensificando a controvérsia territorial.
O governo venezuelano alertou a comunidade internacional sobre as manobras perigosas da Guiana, acusando-a de buscar um conflito motivado pelo interesse financeiro de sua classe dirigente. Caracas instou os países do Caribe a ficarem atentos às ações da Guiana, destacando a recusa do país em cumprir normas internacionais.