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MP da Bolívia pede 30 anos de prisão contra Jeanine Áñez por acusação de genocídio

Acusação é referente ao Caso Sacaba, quando 10 manifestantes foram mortos após o golpe de Estado de 2019

Jeanine Áñez (Foto: REUTERS/David Mercado)
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247 - O Ministério Público da Bolívia apresentou acusações por genocídio contra 18 pessoas, incluindo a ex-presidente autoproclamada Jeanine Áñez e outros antigos altos funcionários do país, e solicitou 30 anos de prisão para eles, de acordo com informações da agência Sputnik. 

"O Ministério Público concluiu a investigação no chamado Caso Sacaba, nesse contexto, a Comissão de Procuradores designados ao caso apresentou o Pedido Conclusivo de Acusação Formal contra 18 pessoas, pelo crime de genocídio", indica o comunicado da instituição.

Em 15 de novembro de 2019, uma marcha de manifestantes contra o governo de facto de Áñez tentou chegar à cidade de Cochabamba, mas foi impedida por militares e policiais que, amparados pelo decreto 4.078, que os isentava de responsabilidades, reprimiram os manifestantes, causando 10 mortos e 36 feridos. 

Especialistas do Grupo Interdisciplinar de Especialistas Independentes apontaram em 2021 que houve perseguição política contra movimentos populares e indígenas que protestavam contra o golpe de Estado.

Em outubro de 2019, após vencerem a quinta eleição consecutiva, Evo Morales e Alvaro García Linera foram obrigados a renunciar por pressão das Forças Armadas. Enquanto isso, a Polícia Nacional organizou motins e todos os sucessores vinculados ao Movimento Ao Socialismo (MAS-IPSP) foram perseguidos para deixar o caminho livre para a autoproclamação da então senadora, Jeanine Áñez. (Com informações do Brasil de Fato).