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América Latina

Presidente do Peru renova gabinete em meio a escândalo de joias de luxo

As renúncias dos ministros marcam um total de seis desistências do gabinete desde que o escândalo foi revelado pela mídia peruana

Governo do Peru (Foto: Telegram/RT)
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247 - Em meio a uma crise política desencadeada por alegações de enriquecimento ilícito relacionadas a relógios de luxo e joias não declaradas, a presidente do Peru, Dina Boluarte, enfrentou a renúncia de seis ministros de seu gabinete nesta segunda-feira. A onda de renúncias ocorre enquanto Boluarte é investigada por supostamente possuir relógios da marca Rolex e outras joias valiosas, que não teriam sido declaradas como parte de seus bens, segundo informações da AFP.

As renúncias, que marcam um total de seis desistências do gabinete desde que o escândalo foi revelado em meados de março por uma publicação jornalística, precipitaram a nomeação de seis novos ministros por Boluarte. Entre os novos nomeados estão Ángel Manuel Manero Campos para o Desenvolvimento Agrário e Riego, Sergio Gonzales Guerrero para Produção, Elizabeth Galdo Marín para Comércio Exterior e Turismo, Walter Ortiz Acosta para o Interior, Morgan Niccolo Quero Gaime para Educação e Ángela Teresa Hernández Cajo para o Ministério da Mulher e Poblaciones Vulnerables.

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Esta série de renúncias sucedeu revelações adicionais sobre a posse de joias luxuosas por Boluarte, incluindo uma pulseira da Cartier avaliada em 54.300 dólares e outra com filas de diamantes avaliada em 11.000 dólares, elevando o total para mais de 150.000 dólares em joias. A investigação se intensificou após buscas na residência e no escritório presidencial, que não resultaram na localização dos relógios Rolex. Boluarte solicitou antecipar seu interrogatório após faltar a uma convocação prévia, insistindo em esclarecer os fatos em meio à "turbulência política".

O escândalo tem potencial para desencadear um pedido de impeachment no Congresso peruano por "incapacidade moral", embora Boluarte só pudesse ser julgada por enriquecimento ilícito após o término de seu mandato em julho de 2026, conforme a Constituição. A situação é complicada pela necessidade de uma aliança entre os partidos de direita, que atualmente apoiam a presidente, e os partidos de esquerda minoritários para que o impeachment seja possível.

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