Suspeitos de assassinar candidato à presidência do Equador são mortos na prisão
Detentos em questão estavam enfrentando acusações relacionadas ao assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio, que foi morto a tiros no dia 9 de agosto em Quito
247 - Seis colombianos presos em uma prisão na cidade de Guayaquil, Equador, foram assassinados durante distúrbios ocorridos recentemente na prisão, informa a agência de notícias Télam. Esta prisão, conhecida como Guayas 1, tem sido frequentemente palco de violentos confrontos entre gangues de narcotraficantes. Os detentos em questão estavam enfrentando acusações relacionadas ao assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio, que foi morto a tiros em 9 de agosto em Quito.
Fernando Villavicencio, que já havia sido membro da Assembleia Nacional e jornalista experiente, foi assassinado quando saía de um evento no norte da capital equatoriana, poucas semanas antes das eleições gerais antecipadas programadas para 20 de agosto. O assassinato chocou o país e levou à prisão de 13 pessoas suspeitas de envolvimento no crime. Além disso, um jovem colombiano acusado de disparar contra o político foi morto por guarda-costas no momento do ataque.
O órgão estatal responsável pelas prisões (SNAI) emitiu um comunicado condenando o incidente na prisão Guayas 1 e expressando sua determinação em colaborar com as investigações para identificar os responsáveis intelectuais pelo assassinato do ex-candidato. O presidente Guillermo Lasso, que estava em Nova York por questões pessoais, anunciou através das redes sociais que retornaria ao Equador "nas próximas horas" para lidar com a emergência. Ele enfatizou a importância de não haver cumplicidade nem encobrimento no caso e ordenou uma reunião imediata do Gabinete de Segurança.
Antes de sua viagem a Nova York, Lasso tinha planos de realizar uma visita oficial a Seul, onde buscaria impulsionar a negociação de um acordo comercial. No entanto, a situação de emergência no Equador o levou a reconsiderar seus planos.
A prisão Guayas 1 faz parte de um complexo penitenciário localizado em Guayaquil, no sudoeste do país, que se tornou um centro de operações para gangues de narcotraficantes, que disputam o controle do comércio de drogas. Confrontos entre detentos nesse complexo já resultaram em mais de 430 mortes desde 2021.
Segundo informações da mídia local, o pabellón 7, onde ocorreu o recente massacre, é controlado pelo grupo Los Águilas, uma das várias gangues equatorianas aliadas a cartéis do México, como os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nueva Generación, além de cartéis colombianos.
Essa matança de detentos acontece em um momento delicado, poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais no Equador, que ocorrerá em 15 de outubro e decidirá entre a candidata de esquerda Luisa González e o candidato de direita Daniel Noboa. A segurança nas prisões e o combate ao narcotráfico continuarão sendo desafios cruciais para as autoridades equatorianas, independentemente do resultado eleitoral.