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Venezuela comemora 20º aniversário da derrota da tentativa de golpe contra Chávez

Tentativa de golpe em 2002 contou com apoio dos Estados Unidos

Venezuela comemora 20º aniversário da derrota da tentativa de golpe contra Chávez (Foto: JUAN BARRETO)

247, com ARN - Vários setores políticos e sociais da Venezuela comemoraram o vigésimo aniversário do golpe de Estado contra Hugo Chávez (1954-2013), que contou com o apoio dos Estados Unidos, durou de 11 a 13 de abril de 2002 e enfrentou intensos protestos sociais. 

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, expressou-se em sua conta no Twitter, onde assegurou que "o golpe de Estado contra o comandante Chávez foi um crime nefasto da direita oligárquica contra a CRBV [a Constituição da República Bolivariana da Venezuela], as instituições e o povo venezuelano que viveu 20 anos de vitórias com determinação e coragem". "O nosso destino é continuar a vencer!", acrescentou.

Por sua vez, Diosdado Cabello escreveu na mesma rede social: "Serei breve: Por Chávez sempre. Venceremos!". Cabello, que era número dois do governo Chávez e hoje é presidente do Partido Socialista Unido Chavista da Venezuela (PSUV), teve um papel de liderança durante o golpe. Na época, era vice-presidente e os golpistas lhe devolveram o poder em 13 de abril, de modo que ele o entregou no dia seguinte a Chávez, que havia sido sequestrado até aquele dia.

Também o vice-presidente do PSUV, Pedro Infante, lembrou que para esta segunda-feira se chama uma mobilização nacional “que representa a força do povo em defesa do poder político, da pátria e do seu líder, Hugo Chávez”.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Félix Plasencia, informou na sua conta de Twitter que esta segunda-feira, na sede da pasta, será realizada uma Reunião Internacional contra o Fascismo, com cerca de 200 convidados dos cinco continentes. "Uma reunião de três dias para discutir o golpe de Estado de 20 anos atrás e a reação do povo venezuelano que devolveu Chávez ao poder", disse.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, compartilhou via Twitter: "Há 20 anos, o mundo testemunhou a maldade dessa facção subversiva, sua natureza antidemocrática e sua baixeza. Duas décadas atrás, orgulhosamente apoiados pelo imperialismo, eles não podiam. Hoje dizemos a eles: eles jamais poderão! Viva a revolução bolivariana." Em declarações à mídia local, acrescentou: "Estamos com a Revolução Bolivariana, de Hugo Chávez ao nosso presidente Nicolás Maduro, viva a Pátria e as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas e a união cívico-militar".

Já a organização Provea lembrou que o país registrou pelo menos 320 mortes durante a repressão ao golpe e criticou o projeto da revolução bolivariana e suas restrições. Em comunicado, a organização disse que uma vez restabelecido no poder, Chávez manteve algumas das diretrizes instaladas durante o golpe contra ele.

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