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Reimont Otoni

Deputado federal (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara

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2026, hora de arregaçar as mangas e traçar o futuro

Vamos reeleger Lula, eleger um Congresso Amigo do Povo e lutar pela paz mundial

O presidente Lula em evento que reconhece a cultura gospel como manifestação cultural do Brasil — Foto: Reprodução/TV Brasil (Foto: Reprodução)

O Brasil fechou 2025 com fabulosos avanços e conquistas reconhecidos nacional e internacionalmente. O tradicional jornal britânico Financial Times incluiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma de suas apostas para 2026, graças ao bom momento econômico do Brasil e aos "gols contra" da direita.

Temos tudo para festejar, mas o céu não é de brigadeiro. 

Sabemos o quanto lutamos para conseguir esses avanços e conquistas, o quanto foi difícil e, por vezes, desalentador, enfrentar uma oposição majoritária no Parlamento e absoltamente descomprometida com as agendas populares. Sabemos como houve vitórias milimétricas e quantos recuos estratégicos foram necessários. Enfrentamos, por vezes, uma violência inconcebível dentro do Congresso, como no episódio da tentativa de cassação do deputado Glauber Braga. Nos desdobramos, cotidianamente, nas redes sociais para rebater a enxurrada de mentiras espalhadas. Ultrapassar todas essas barreiras e dificuldades foi uma vitória.

No cenário internacional, a crise esse aprofunda com o ataque militar inédito, inadmissível e em larga escala dos Estados Unidos contra a Venezuela. É um atentado à paz mundial e à soberania da América do Sul. É um ataque sem precedentes ao nosso continente, em flagrante desrespeito ao Direito Internacional. Na busca desenfreada por petróleo e riquezas naturais, Donald Trump retoma os tempos mais sombrios do imperialismo e ameaça a todos nós, sob os aplausos de uma direita inconsequente e vendida a interesses particularíssimos.

Apesar de todos os ataques, Lula se fortalece e desponta como o favorito para as próximas eleições. Mas a história nos ensina que não basta. Sozinhos, Lula e o nosso governo não conseguirão dar todos os passos necessários para consolidação do Brasil como uma grande Nação, democrática e inclusiva, com economia forte, justiça socioambiental e políticas públicas que assegurem os diretos coletivos e individuais. Precisamos de um Congresso sintonizado com este projeto, precisamos de senadores e deputados comprometidos e empenhados nesse propósito e com a defesa da nossa soberania e dos países vizinhos.


Em 2026, temos pela frente uma longa e difícil jornada para mobilizar as pessoas e conversar sobre a consciência do voto. Falar sobre a importância da Câmara e do Senado para a formulação e aprovação de políticas do interesse da população. Mostrar quem, lá dentro, vota com o povo e quem vota contra o povo.

Vamos enfrentar um Parlamento cada vez mais radicalizado pela extrema direita, pressionada tanto pelo crescimento da esquerda como por denúncias, inquéritos e investigações que atingem alguns de seus expoentes. Uma extrema direita que não tem o menor pudor em criar e propagar mentiras, as tais fakenews, com uma velocidade supersônica e uma virulência crescente. 

Só no final de 2025 e iniciozinho de 2026 foram identificadas três grandes fraudes impulsionadas por robôs e estimuladas por parlamentares bolsonaristas, como a mentira (requentada) de taxação de Pix acima de 5 mil. A última invenção é a absurda historinha da Mega Sena da virada, que teve o número 13 como um dos sorteados. Bastou isso para os desmiolados caírem em campo vociferando suspeitas. É absolutamente inacreditável, mas, como disse a jornalista Eliara Santana, “jamais subestimem a capacidade de crença que circunda o bolsonarismo".

Vamos enfrentar, também, parte de uma mídia ultraconservadora, que critica os avanços das políticas populares, como o aumento real do salário-mínimo, e defende interesses de elites secularmente protegidas e privilegiadas.

Não será fácil e serão muitas as trincheiras. Mas vamos firmes e unidos para reeleger Lula presidente e eleger um Congresso Amigo do Povo. Vamos fazer um ano novo realmente feliz.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.