#+50anosdeZFM

Os que criticam o modelo da Zona Franca não entendem que as mais de 500 mil pessoas, que hoje estão empregadas direta e indiretamente aqui, vão buscar seu sustento da floresta, da biodiversidade, caso o Polo Industrial de Manaus comece a minguar

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O Amazonas vive um momento decisivo de sua história. Nas próximas semanas o Congresso Nacional deverá votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorrogará por mais 50 anos os benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus.

Mesmo sabendo que existe resistência de alguns deputados paulistas, o que impediu que o projeto fosse aprovado até agora, na semana passada recebemos o importante apoio do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que me assegurou pessoalmente que colocará a PEC em pauta para votação logo após o carnaval.

Como forma de mostrar a todo o Brasil a importância que a Zona Franca de Manaus tem para o futuro econômico, social e ambiental do Amazonas, eu gostaria de convocar todos vocês para uma grande campanha nas redes sociais pelas próximas três semanas. Vamos mostrar que o Amazonas também tem força na internet!

Que a partir de hoje todo amazonense coloque em seu perfil de Facebook, do Twitter e do Instagram as hashtags #+50anosdeZFM, #ProrrogaZFM e #ZFMpatrimôniodoAmazonas.

Mais do que um projeto para integração nacional, a Zona Franca de Manaus é, hoje, um dos mais importantes polos industriais do Brasil.

É a partir do suor e da dedicação do trabalhador amazonense que são produzidos e levados a todo o país centenas de milhares de tablets, computadores, câmeras fotográficas, televisores, rádios, relógios, motocicletas, microondas, telefones celulares, entre tantos outros.

Quase tudo que envolve tecnologia e que é consumido no Brasil vem daqui. A Zona Franca gera mais de 115 mil empregos diretos e outros 400 mil indiretos, faturando R$ 73 bilhões de reais por ano e espraiando seus benefícios por toda a Região Norte.

A Floresta da Amazônia precisa ser conservada e preservada, assim como a vida dos homens e mulheres que aqui vivem. Mas para isso, precisamos de políticas de desenvolvimento social e econômico capazes de promover uma inclusão plena.

O estado do Amazonas, que tanto se orgulha de sua exuberância e de sua história, até a criação da Zona Franca de Manaus estava condenado a atividades econômicas predatórias, como a exploração mineral, a agricultura e a pecuária. Nosso povo guerreiro, com a habitual determinação, conseguiu vencer inacreditáveis desafios de logística para criar, em plena floresta amazônica, uma das maiores estruturas industriais do continente latino-americano.

Então, colocar em risco a Zona Franca de Manaus não é uma ideia aceitável.

Os que criticam o modelo da Zona Franca não entendem que as mais de 500 mil pessoas, que hoje estão empregadas direta e indiretamente aqui, vão buscar seu sustento da floresta, da biodiversidade, caso o Polo Industrial de Manaus comece a minguar!

Ou será que uma mãe que está vendo o seu filho chorar com fome deixará de derrubar uma castanheira porque é proibido? Para matar a fome do filho, ela vai derrubar o que for preciso.

Não prorrogar a Zona Franca de Manaus será uma catástrofe, não apenas econômica, mas social e ambiental.

Neste sentido, gostaria de parabenizar a presidenta Dilma Rousseff, que recentemente cobrou explicações da União Europeia, que questionou na Organização Mundial do Comércio os benefícios dados a ZFM.

É interessante como estes europeus são contraditórios. São os primeiros a apontar o dedo para o Brasil para criticar decisões soberanas, como a construção de uma usina hidrelétrica ou de uma estrada, por conta de possíveis prejuízos ambientais. Agora, quando queremos dar continuidade a um dos mais importantes projetos de desenvolvimento sustentável do mundo, que permitiu a preservação de praticamente 98% da floresta amazônica no Amazonas, eles também questionam. Mas por quê? Porque eles acham que mexe no bolso deles, é claro.

Defender a Zona Franca, defender políticas que são socialmente justas, ambientalmente corretas e economicamente necessárias é uma premissa e uma obrigação do Congresso Nacional e o Governo Federal.

Já passou da hora de o Congresso Nacional demonstrar, mais uma vez, o seu compromisso com o povo do Amazonas. Não podemos ficar à mercê das vontades dos lobistas de São Paulo e outras bancadas que estão de olho apenas em ganhos financeiros.

Vamos mostrar à presidenta, ao congresso, aos parlamentares e a todo o mundo que a hora é agora e àqueles que se opõem ao futuro do Amazonas o tamanho de nossa força e determinação!

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