A aliança antinacional suprime a democracia de massas no Brasil

A conjuntura é de acúmulo de poder nas mãos de setores não eleitos, no caso a burocracia e a tecnocracia estatal (leia-se MP, PF e setores do Judiciário). Com isso, o voto popular perde relevância. O executivo administra a crise, mas não governa. Quem o faz é a tecnocracia estatal

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot
Procurador-geral da República, Rodrigo Janot (Foto: Daniel Samam)
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A criminalização da política que o Ministério Público (MP) e setores do Judiciário vem promovendo a mando da aliança antinacional (Capital financeiro, Rede Globo e setores da burocracia estatal), nada mais é do que a transferência do poder do Estado, de decisões estratégicas do país, para as mãos de magistrados e promotores, que são os agentes da aliança antinacional.

Na semana passada, por exemplo, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, resolveu dar de chanceler e fazer política externa ao emitir juízo de valor e caracterizar o governo da Venezuela de ditatorial. O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, por sua vez, contrariou expressamente o que manda a constituição e ordenou prisão não provisória em segunda instância. Em vez de o Barroso propor uma emenda constitucional para o congresso votar, o STF sai de sua seara e legisla, mudando a constituição.

A conjuntura é de acúmulo de poder nas mãos de setores não eleitos, no caso a burocracia e a tecnocracia estatal (leia-se MP, PF e setores do Judiciário). Com isso, o voto popular perde relevância. O executivo administra a crise, mas não governa. Quem o faz é a tecnocracia estatal. O legislativo faz as leis, mas é a mais alta corte do país, o STF, quem vem legislando de fato. Hoje, a Lava Jato e operações correlatas são o principal instrumento da supressão da democracia de massas no Brasil. O momento é de extrema gravidade.

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