A Amazônia não está à venda

"O Brasil e suas riquezas naturais são muito maiores do que a sanha entreguista do governo passageiro de Michel Temer", diz a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT; "As reações favoráveis à preservação da Renca vão além das questões ambientais. Elas são também uma demonstração de que o povo brasileiro está atento e capacitado para frear outras maldades gestadas no Palácio do Planalto, que só beneficiam os mais ricos, mas trazem claros prejuízos ao povo que trabalha duro para sobreviver", diz Gleisi

"O Brasil e suas riquezas naturais são muito maiores do que a sanha entreguista do governo passageiro de Michel Temer", diz a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT; "As reações favoráveis à preservação da Renca vão além das questões ambientais. Elas são também uma demonstração de que o povo brasileiro está atento e capacitado para frear outras maldades gestadas no Palácio do Planalto, que só beneficiam os mais ricos, mas trazem claros prejuízos ao povo que trabalha duro para sobreviver", diz Gleisi
"O Brasil e suas riquezas naturais são muito maiores do que a sanha entreguista do governo passageiro de Michel Temer", diz a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT; "As reações favoráveis à preservação da Renca vão além das questões ambientais. Elas são também uma demonstração de que o povo brasileiro está atento e capacitado para frear outras maldades gestadas no Palácio do Planalto, que só beneficiam os mais ricos, mas trazem claros prejuízos ao povo que trabalha duro para sobreviver", diz Gleisi (Foto: Gleisi Hoffmann)

Depois dos esforços bem-sucedidos para destruir direitos trabalhistas e congelar investimentos na área social, Michel Temer e seus sócios agora dedicam-se à destruição da Amazônia. Isso ficou explícito no decreto sorrateiramente promulgado semana passada, que prevê a liberação de atividades de mineração em uma área de 47 mil km², localizada entre os estados do Pará e do Amapá. Diante de forte reação da sociedade civil e da péssima repercussão internacional, Temer deu meia volta e anunciou a suspensão da decisão por 120 dias. Agora, o Ministério das Minas e Energia foi incumbido de iniciar um "amplo debate" com a população para definir como será feita a preservação da reserva.

Como todos sabemos, o gesto de Temer não passa de jogo de cena. Afinal, foi o próprio Ministério das Minas e Energia que elaborou o decreto, contrariando estudos técnicos do Ministério do Meio Ambiente que indicavam a necessidade de impedir a expansão da mineração na Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados), um pedaço da Amazônia rico em cobre, ouro e outros minérios, mas que abriga sete unidades de conservação e dois territórios indígenas. Temer queria entregar isso tudo à iniciativa privada, por meio do afrouxamento das regras de licenciamento e a fiscalização de uma área do tamanho do Espírito Santo.

A Amazônia e seus povos estão sob ataque desde que Temer assumiu o governo. Em sua primeira viagem internacional, o presidente golpista levou um puxão de orelhas do governo norueguês, e ainda viu um corte de 50% dos recursos que eram destinados a um fundo criado no governo Lula para a preservação da floresta – em que já havia sido investido US$ 1,1 bilhão entre 2009 e 2016. Depois, Temer sancionou a MP da Grilagem, que permite a legalização de áreas públicas invadidas e funciona como uma autorização velada para o acirramento dos conflitos por terras na região e, consequentemente, do aumento do desmatamento. Além disso, assinou um parecer que leva à paralisação de 748 processos de demarcação de terras indígenas, ao mesmo tempo em que se cala vergonhosamente diante do crescimento dos massacres no campo.

Com Lula e Dilma, registramos pela primeira vez uma queda significativa no desmatamento da Amazônia e ainda obtivemos espaço nas discussões ambientais do planeta, o que pode ser comprovado por nossa decisiva e elogiada participação durante o acordo celebrado em Paris. Um cenário bem diferente dos anos 80 e 90, quando Sting e o cacique Raoni desdobravam-se para denunciar as mazelas na floresta. Todo esse trabalho de conscientização e mobilização precisa ser retomado para que não tenhamos que conviver com retrocessos ainda maiores nessa área.

A Amazônia não está à venda. O Brasil e suas riquezas naturais são muito maiores do que a sanha entreguista do governo passageiro de Michel Temer. As reações favoráveis à preservação da Renca vão além das questões ambientais. Elas são também uma demonstração de que o povo brasileiro está atento e capacitado para frear outras maldades gestadas no Palácio do Planalto, que só beneficiam os mais ricos, mas trazem claros prejuízos ao povo que trabalha duro para sobreviver.

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