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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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A ameaça dos carrinhos de bebê

Colunista Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia, critica a medida que proíbe uso de carrinhos de bebê e guarda-chuvas nas celebrações da posse do presidente Jair Bolsonaro; "A paranoia militar nunca esteve tão evidenciada. Nunca antes na história do Brasil um presidente tomou posse sob tão estrito esquema de segurança", diz Solnik; "Tanta preocupação revela que tem muita gente disposta a eliminá-lo. No Brasil e no exterior. E não é por ser querido, mas por ser odiado. Não por defender a paz, mas a guerra"

A ameaça dos carrinhos de bebê (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia -  Carrinhos de bebê e guarda-chuvas não poderão entrar nas celebrações da posse do presidente Jair Bolsonaro. Podem se transformar em perigosos artefatos apontados contra a vida do empossado.

Dentro de um carrinho de bebê em vez de uma criança pode estar escondida uma bomba. E, a empurrá-lo, fantasiada de babá, uma terrorista.

Um guarda-chuva pode virar um fuzil, como já vimos em filmes de James Bond.

A paranoia militar nunca esteve tão evidenciada. Nunca antes na história do Brasil um presidente tomou posse sob tão estrito esquema de segurança. Me arrisco a dizer que jamais um presidente tomou posse usando colete à prova de balas.

E isso diz muito a respeito desse presidente.

Tanta preocupação revela que tem muita gente disposta a eliminá-lo. No Brasil e no exterior. E não é por ser querido, mas por ser odiado. Não por defender a paz, mas a guerra.

Ele semeia esse ódio não é de hoje.

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Foi o único candidato a presidente esfaqueado durante a campanha da história do Brasil; um de seus filhos comunicou no twitter que tinha muita gente interessada na morte do pai, inclusive no seu círculo íntimo; o vice, Hamilton Mourão, que integra o círculo íntimo já declarou que Bolsonaro tem recebido ameaças de morte, sem esclarecer quais nem de onde vieram.

Durante toda a campanha e depois dela Bolsonaro se pautou por promover hostilidades e de criar inimigos internos e externos, seja o PT, os negros, os gays, as mulheres emancipadas, Cuba, Venezuela, China, países árabes, França, Alemanha, enfim, antes de tomar posse já comprou briga com meio mundo. Inconsequentes, desinformados e obtusos, ele e seus aliados ainda não entenderam que quem assume posições tão extremas quanto as suas, incompatíveis com o mundo civilizado e democrático, torna-se alvo dos extremistas opostos.

E até carrinhos de bebê se tornam ameaçadores.

As ameaças pairam não apenas sobre o presidente, mas sobre todos os brasileiros, tenham votado nele ou não.

Tudo indica que o Brasil vai entrar no ano que vem na rota do terrorismo internacional.

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* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.