A antítese ao golpismo e seus arautos

Pois não é, sabemos bem, o combate à corrupção nem a moralização da política que está em jogo. O que está em jogo são outros interesses, os de sempre: a disputa pelo poder e os interesses de classe

18/03/2016- São Paulo- SP, Brasil- Protestos em apoio ao governo Dilma Rousseff, na avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT
18/03/2016- São Paulo- SP, Brasil- Protestos em apoio ao governo Dilma Rousseff, na avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT (Foto: Lula Miranda)

A tese dos chamados "golpistas", já se sabe de cor, é a de que o governo Dilma é "corrupto"; que Lula é "ladrão" e que os petistas são uns "comunistas" que devem ser banidos, devem "ir para Cuba".

Nada mais falso e/ou distante da realidade, mas...

Essa é a tese em voga.

Essa é a narrativa que vem sendo, diligente e pacientemente construída, e tem sido hegemônica na grande mídia, nos últimos anos. Essa é a narrativa que vem sendo martelada e repetida, à exaustão, todos os dias, de tal maneira que ela se tornou uma espécie de "verdade dogmática".

Essa é a "verdade" que tem sido reiterada, tal qual um mantra, pela Rede Globo, pelo "Estadão" e pela "Veja", só para citar exemplos do pior jornalismo, aquilo que chamo de "jornobanditismo".

A grande mídia toca a sua flauta mágica. Será que seremos todos conduzidos ao abismo do cais – ou do caos? Iremos todos nos afogar em ódio e mentiras?

Pois bem, a essa tese, faz-se necessário, urgentemente, contrapor uma antítese.

É preciso que mudemos, repito, com urgência, essa narrativa, ora hegemônica, monopolista.

É preciso desconstruir esse discurso. Se é que já não é demasiado tarde.

Daí a importância dos blogs progressistas e dos ativistas digitais que têm papel fundamental na difusão de uma informação mais factual e comprometida com a realidade e com as causas dos trabalhadores e dos movimentos sociais, bem como nas discussões e/ou debates nas redes sociais e nos espaços de comentários dos blogs e sites.

Senti essa importância quando fui à última manifestação com a camisa de trabalho do Brasil 247. Senti o retorno dessa nossa ação.

Já no caminho rumo ao ato, no metrô, pude sentir a admiração e entusiasmo de um jovem estudante de jornalismo ao nosso trabalho:

- Você trabalha no Brasil 247 - não é? Pô, sou fã do trabalho de vocês, cara! Dá pra conseguir um estágio lá para mim?

Na avenida Paulista, tapinhas nas costas, e o olhar de admiração das pessoas, davam o recado da relevância e importância do nosso trabalho.

Alguns não se continham e exclamavam:

- Dá-lhe, Brasil 247!!! – um dizia.

Ou...

- Brasil 247, a única mídia em que podemos confiar! – exclamava uma outra.

- Esse cara é do 247, tá vendo? – cochichava outro para o colega ao lado.

Até me pediram para fazer selfies! Um casal simpático de militantes petistas (o marido na foto) disse que o Brasil 247 alimenta o Facebook deles. Que sem o 247 eles estariam "na roça".

Vale ressaltar que não era o poeta ou o colunista Lula Miranda que estava sendo "tietado", mas o veículo 247 – afinal, eu estava vestindo a camisa do veículo, literalmente.

Vou lhes confessar uma coisa: deu um orgulho danado. Não só por mim, mas por todos os meus colegas de Brasil 247: editores, repórteres e colunistas. Gente que faz um trabalho de David contra o gigante Golias da grande mídia, com seus colunistas que recebem salários milionários – os nossos colunistas não são sequer remunerados!

Nos próximos textos, devo retomar essa questão da tese e da antítese do golpismo.

Pois não é, sabemos bem, o combate à corrupção nem a moralização da política que está em jogo. O que está em jogo são outros interesses, os de sempre: a disputa pelo poder e os interesses de classe.

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