A arrogância da juíza proibindo a visita de Esquivel ao Lula ajudou a denunciar o golpe

A excelentíssima, no afã de ganhar alguns afagos baratos da mídia, praticou o que os militares chamam de "fogo amigo". Ou, como se fala por aqui, o tiro saiu pela culatra. Esquivel pôs a boca no trombone e disse: o Brasil vive num estado de exceção

esquivel boff amorim
esquivel boff amorim (Foto: Edison Brito)
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O Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, e o teólogo Leonardo Boff foram impedidos de visitar o ex-presidente. 

Pergunto, tem algum motivo? Estão escondendo algo?

Será que Lula está sendo torturado? A cela é imunda? Não tem banheiro?

Ou, será por simples ódio ao ex-presidente? Ou, talvez, despeito? Inveja? Ou puro preconceito por ele ser nordestino, ter pouca instrução e mesmo assim ter se tornado o melhor presidente que o Brasil já teve?

Qual a razão?

Bem, Esquivel, além de ser amigo do ex-sindicalista, também solicitou visita de inspeção em caráter oficial, pois ele é presidente do Organismo de Tutela Internacional dos Direitos Humanos (SERPAJ). Entre outras organizações.

A juíza da 12ª Vara Federal de Curitiba, Carolina Lebbos, disse: não.

E agora? Como ficamos?

Como se não bastasse o poder executivo, com traidor Temer à frente, envergonhar o país diuturnamente com seus procedimentos cretinos e ignorantes, vem a excelentíssima, diga-se de passagem, sem noção alguma do que significa relações e tratados  internacionais, e faz exatamente o mesmo: expõe o Brasil à chacota internacional.

E, não satisfeita em desfilar a própria mediocridade, diz ainda: “Problema do Esquivel se está de passagem". Traduzindo: “eu não tenho pressa alguma, ele que aguarde minha nobre decisão”.

Não, cara juíza, o problema não é dele não! Nunca foi e nunca será.

O problema é nosso, é de todos os brasileiros. E principalmente  de quem sente na pele os efeitos malignos do preconceito, do racismo, da mentira, da manipulação, do ódio e do golpe vigarista.

Não adianta se esconder atrás de retóricas fúteis e procedimentos insanos, a estupidez do golpe ficou exposta.

A excelentíssima, no afã de ganhar alguns afagos baratos da mídia, praticou o que os militares chamam de “fogo amigo”.  Ou, como se fala por aqui, o tiro saiu pela culatra.

Esquivel pôs a boca no trombone e disse: o Brasil vive num estado de exceção.

Suas palavras, diferentemente das dos vigaristas que estão no poder, têm repercussão. Elas ecoaram pelos diversos países.

Diante desse pouco caso da justiça brasileira para com o prêmio Nobel da Paz e da denuncia feita pelo mesmo, as autoridades estrangeiras têm certeza absoluta de que o Brasil passou por um legítimo golpe de estado. Têm certeza que o Lula é um preso político. Que Lula é um perseguido. Que Lula é inocente.

A juíza, como qualquer golpista, está se sentindo tão segura, tão confortável,  tão senhora da situação que perdeu o rumo.

 E, não por querer, acabou prestando um grande favor à democracia. A sua arrogância ajudou a denunciar o golpe.

Lula Livre! Lula inocente!

 

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