A arte escapa. O teatro é a oficina da alma

A arte escapa; ela é mais forte que a dor, que o desamor, que a blasfêmia, que a mediocridade, e que a injustiça. A arte escapa, pois denota em sua etimologia: capacidade de fazer algo, uma realização nata. Ela transforma corações e mentes com sua integridade. E como disse Nietzsche: temos a arte para não morrer de verdade

A arte escapa. O teatro é a oficina da alma
A arte escapa. O teatro é a oficina da alma

A arte escapa; ela é mais forte que a dor, que o desamor, que a blasfêmia, que a mediocridade, e que a injustiça. A arte escapa, pois denota em sua etimologia: CAPACIDADE DE FAZER ALGO, uma realização nata. Ela transforma corações e mentes com sua integridade. E como disse Nietzsche: TEMOS A ARTE PARA NÃO MORRER DE VERDADE.

O teatro é uma arte milenar de transformação e vanguarda, possui a missão sagrada de transmutar, desconstruir e construir o mundo, através do ATOR, que com seu sentimento empresta ao PERSONAGEM a sua alma. A alma do ator volita em meio ao sonho, e faz de um palco um oceano navegável, ou um prostíbulo abjeto, realizando o que o termo exige dele: Ser um HIPÓCRITA. (palavra grega usada como ator)

E o termo grego empregado desde a antiguidade clássica não é de uma hipocrisia sórdida, mas expressa todo esse estilo de espírito que deseja representar todos os atos da trama da vida.

Deixo aqui minha HOMENAGEM a estas pessoas corajosas e humanas, que nunca deixaram de atuar, de lutar, de sonhar mesmo chegando a um patamar assaz inumano possível, elas se tornaram arte. E como a ARTE ESCAPA, a trajetória e o destino indigente traçado pela viela do senso comum foram abortados, ou seja, prevaleceu o talento acima do status quo.

"Teatro só faz sentido quando o palco é uma tribuna livre, onde se possa discutir até as últimas consequências os problemas do homem. " Disse com propriedade o ator e dramaturgo Plínio Marcos.

Homens, mulheres, crianças como estes artistas aqui apresentados e representados; perambulam nauseabundos por ruas, avenidas, estradas: São malabaristas, equilibristas, cantores, atores, pintores, desenhistas, que arrastam correntes em um submundo particular de fome, sede, e desesperança.

A canção já dizia: "A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé" e nesse rodopio mágico que faz a arte brotar dos olhos úmidos de um palhaço, que precisa fazer rir; mesmo que seu estomago esteja vazio... a arte QUE ESCAPA sofre uma eterna METAMORFOSE que torna a lagarta enfadonha e morosa em uma borboleta bailarina e célere no palco iluminado do TEATRO; no palco iluminado da VIDA.

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