A aventura política de Bolsonaro & Macri

O que aconteceria se Bolsonaro ganhasse a presidência? Não só que a recessão econômica pioraria, mas também que entraríamos em uma espiral de hiperinflação como na Argentina. Quando Bolsonaro vendesse as empresas para o capital estrangeiro, elas automaticamente dolarizariam a economia do Brasil, pulverizando assim os salários em moeda nacional

A aventura política de Bolsonaro & Macri
A aventura política de Bolsonaro & Macri

Há uma parte de uma classe média que está confusa, é a que imita toda a propaganda política e os preconceitos sociais das revistas de cabeleiras.

Esta classe média não é culta e nunca fez qualquer esforço para crescer em termos intelectuais, acredita-se ser perspicaz porque se deixa colonizar de vez em quando pela propaganda dos especuladores financeiros estrangeiros.

Mas agora no Brasil existem dois modelos econômicos em jogo, o nacionalista do mercado interno representado por Haddad e o modelo neocolonial de dolarização e internacionalização de nossas empresas representadas por Bolsonaro.

Mas o que aconteceria se Bolsonaro ganhasse a presidência? Não só que a recessão econômica pioraria, mas também que entraríamos em uma espiral de hiperinflação como na Argentina.

Quando Bolsonaro vendesse as empresas para o capital estrangeiro, elas automaticamente dolarizariam a economia do Brasil, pulverizando assim os salários em moeda nacional.

As empresas estrangeiras tirariam seus ativos do país e aumentariam o preço do dólar, aumentando assim os serviços estrangeirados de energia, ou seja, cairíamos em uma inflação constante.

Bolsonaro, não sendo capaz de dar resultados econômicos, nem sociais, nem políticos, retornaria seu olhar como mandão para agradar seu núcleo duro, isto é, exibiria repressão social e perseguição judicial.

Foi o que Macri fez na Argentina quando matou Santiago Maldonado e Rafael Nahuel, o presidente argentino da especulação financeira, que procurou sustentar-se politicamente no núcleo mais duro, violento e barbarizado da sociedade.

Primeiro ele maltratou os desempregados na rua, depois os professores das escolas públicas, depois os universitários e acabou processando os adversários políticos e os grandes empresários da construção.

A sede de vingança, a sede de violência desenfreada queimaram todas as suas bases sociais.

Essa espiral de ferocidade acabou como a força de seu partido. Mas a Argentina já está empobrecida e endividada como se uma guerra tivesse sido descarregada sobre ela.

O povo de Bolsonaro fala de uma mudança, exatamente como Macri prometeu.

Bolsonaro, ao exacerbar sua política neocolonial, criará desconforto nas Forças Armadas e isso o tirará dessa cadeira.

Daquele momento em diante, a aventura política de uma classe média barbarizada terminará e o Brasil estará em um lugar distante que ninguém poderá defender.

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